Questão passa a ser
de segurança nacional
A compra de grandes áreas em regiões de fronteira representa, por si só, uma preocupação federal. Naquela região da fronteira com o Paraguai, a preocupação é ainda maior. A Polícia Federal estima que mais da metade da droga que passa pelo território brasileiro entra no país por ali. Ainda segundo a PF, a compra de terras nos dois lados da fronteira é considerada ‘‘muito grave’’. Estes componentes, começam a transformar a atuação de Moon em uma questão de ‘‘segurança nacional’’.
No início deste mês, o jornal O Estado de São Paulo publicou trechos de um documento reservado enviado pelo Departamento de Estrangeiros à Secretaria Nacional de Justiça. ‘‘O que causa grande preocupação é a atuação, sem controle, de estrangeiros vinculados a uma seita polêmica, em área estratégica de fronteira’’, diz o documento que, mais adiante, sugere ao Ministério de Relações Exteriores ‘‘não conceder vistos até a realização de investigações’’. Tais investigações deveriam envolver a Polícia Federal e a Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Mas, por enquanto, nenhuma atitude concreta foi tomada. A Polícia Federal reconhece que é difícil suspender os vistos de entrada, já que os estrangeiros que visitam a região desembarcam nos mais diferentes aeroportos do Brasil. ‘‘Sabemos que Moon pediu várias vezes autorização para construir pista de pouso na Fazenda. Se isso acontecer, perderemos completamente o controle. Estrangeiros podem chegar pelo Paraguai, atravessar a fronteira e desembarcar na Fazenda em pequenos aviões’’, diz o prefeito de Jardim.

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