Uma pesquisa realizada no ano passado pelo site Ohhtel com 2,5 mil mulheres e homens brasileiros casados apontou que 19,2% vivem em casamentos sem sexo, com menos de uma relação sexual por mês e que 51% estão insatisfeitos com sua vida sexual.
De acordo com a vice-presidente do site e representante no Brasil, a paranaense Lais Ranna, de 31 anos, os índices levantados na pesquisa justificam o sucesso da página virtual. Segundo ela, um fato que chamou a atenção foi a igualdade entre o público masculino e feminino, pois enquanto 90% dos homens inscritos afirmaram ter traído a esposa pelo menos uma vez, as mulheres surpreendem, com 89%.
''A gente sempre soube, mas agora temos números para comprovar que as mulheres traem tanto quanto os homens. Por isso, nosso site é voltado principalmente para as mulheres que buscam o sexo fora do casamento com sigilo, discrição e que não desejam se divorciar e nem correr o risco de buscar parceiros em bares, redes sociais, no trabalho ou em relações próximas'', comenta.
Apesar de reconhecer que o serviço é polêmico, Lais afirma que o site é direcionado para as pessoas que buscam uma alternativa que não seja o divórcio. ''Não queremos incentivar a traição, mas reinventar o casamento. Nas pesquisas descobrimos que as pessoas traem porque querem continuar casadas. A infidelidade pode ser o segredo para o casamento durar'', salienta.
O cadastro é sem custo para as mulheres. Já os homens podem se cadastrar gratuitamente. Entretanto, para enviar um e-mail ou ter uma conversa instantânea, eles precisam desembolsar uma taxa de R$ 60. Lais assegura que todas as informações e até a forma de pagamento são confidenciais. O encontro é agendado pelo próprio casal.
Sobre a segurança dos encontros, Lais dá algumas dicas. Segundo ela, é importante não dar informações pessoais e comunicar ao menos duas pessoas sobre onde está indo. ''É importante também que o encontro seja em um local público, porém discreto, e que não seja frequentado por um dos dois, para não serem reconhecidos'', orienta. Outro ponto relevante é que o encontro tenha curta duração. ''E se antes do encontro a pessoa sentir algo estranho, seja por intuição ou por insegurança, ela simplesmente não deve ir'', salienta.(M.O. e M.R.)

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