Quem não comprou ou ainda não reservou sua passagem corre o risco de ficar sem viajar neste final de ano. Para os feriados de Natal e ano novo, os voôs de praticamente todas as companhias aéreas que operam no Aeroporto Afonso Pena estão lotados. Para as viagens rodoviárias, principalmente as de longa distância, quem ainda não tem passagem começa a depender de carros extras, que as empresas devem cofirmar somente na semana que antecede as duas datas.
Josemar Alexandre Mazepa, gerente da Transbrasil, conta que para muitos lugares as passagenes já estão esgotadas há meses. Quem decidir viajar na última hora terá de ficar em lista de espera. Dificilmente esse passageiro vai conseguir um preço promocional pela passagem, benefício conseguido mais facilmente com a compra antecipada.
Segundo Josemar Mazepa, as reservas esgotadas não significam que o passageiro não possa viajar nos feriados. De acordo com ele, existem muitas desistências que não são comunicadas à companhia. O único problema nesses casos é que a pessoa interessada em um lugar terá de ficar de plantão no aeroporto. Mesmo no período de Natal e ano novo, aproximadamente 90% das pessoas que vão sozinhas ao aeroporto sem passagem conseguem um voô, disse. Já para a família toda será impossível viajar sem ter feito reserva.
Conforme informações das companhias aéreas, a maioria das pessoas que viajam no final de ano procuram o Nordeste brasileiro. Muita gente também viaja para o Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. A maior parte dos voôs parte um dia antes do feriado.
Para quem for optar pelo ônibus a dificuldade em conseguir viajar não será tão grande como para quem precisa de uma passagem aérea, mas as empresas avisam que podem faltar lugares. Os problemas acontecem principalmente nas viagens de longa distância. Algumas empresas já esgotaram suas passagens normais e estão colocando carros extras. As reservas devem ser feitas com o máximo de antecedência.
Nas empresas que fazem linhas curtas, com destino ao litoral, por exemplo, a procura deve começar a se intensificar a partir da próxima semana. José Olegário, gerente da empresa de ônibus Graciosa, explica que as pessoas que viajam para municípios próximos deixam para comprar a passagem em cima da hora. Em Curitiba, as empresas devem colocar centenas de carros extras nos os feridos, para as mais diversas regiões do Estado e do País.
A empresa Lapeana, que trabalha linhas com destino ao litoral do Paraná e Santa Catarina, está prevendo a colocação de 70 a 80 carros extras. No caso da Graciosa, que em dias normais possui 48 horários, deve disponibilizar outros 100 ônibus extras. Algumas empresas, como a Graciosa, chegam a terceirizar o serviço.

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