Quem matou a universitária Amanda Rossi? Esta é a pergunta que toda a cidade quer ver respondida rapidamente. A cada dia que passa sem que a Polícia Civil anuncie a identidade do assassino surgem novos, e cada vez mais mirabolantes, boatos sobre quem seria o autor do crime.
O mistério que cerca o assassinato da bela e tímida jovem de 22 anos que não tinha inimizades e levava uma vida simples e caseira alimenta a imaginação das pessoas e faz surgir uma boataria sem fim. O fato de que a estudante foi morta dentro do próprio campus onde estudava, no Jardim Piza (Zona Sul), também contribui para que o crime continue em evidência, mesmo depois de quase 20 dias desde aquela noite de sábado de 27 de outubro. O assassino conhecia a vítima? Como a estudante foi atraída até a casa de máquinas da piscina, um local escondido e desconhecido da grande maioria dos estudantes? Porque tanta violência contra uma pessoa comum? Tudo isso aguça a curiosidade de quem acompanha os desdobramentos do assassinato.
Para as pessoas ouvidas pela FOLHA, os boatos só vão acabar quando o criminoso for identificado e preso. ''Todo mundo está esperando para saber quem matou a Amanda'', apontou uma comerciante vizinha da Unopar. Outra cogitou que ''a Polícia já sabe quem foi mas não quer divulgar''.
Uma aluna do curso de Odontologia disse que entre a comunidade universitária da Unopar do Jardim Piza ''há várias versões circulando''. Ela citou que a boataria inclui como ''suspeitos'' amigos e amigas de Amanda, ex-namorados e pessoas que teriam aproveitado a aglomeração de gente por ocasião do festival de hip hop que acontecia no campus no dia do crime. Já circulou até mesmo uma hipótese absurda de que a estudante de Educação Física teria sido morta por algum traficante, mesmo todos sabendo que ela nem bebia.
Entre os universitários, os boatos mais frequentes apontam que o assassino, na verdade, seria uma assassina. ''Esganar não é coisa de homem'', analisou uma estudante. ''Talvez a pessoa quisesse só dar um susto mas se apavorou quando viu o desespero da Amanda (depois dela ter sido agredida no rosto)'', citou outra estudante. ''Acho que a pessoa que matou deve ter chorado no velório, consolado a família e até ido à missa de sétimo dia'', especulou uma outra comerciante vizinha da universidade.
Além de alimentar uma infinidade de ''teorias'', o crime contra Amanda também gerou apreensão. Uma estudante que tem aulas à noite afirmou que algumas colegas não vão mais sozinhas ao banheiro. ''Tem gente que não passa nem perto de onde o corpo foi achado'', completou. A colega dela disse que todos estão perplexos com tamanha violência e o temor só vai cessar quando o criminoso for preso. ''Por que aconteceu? Quando tivermos a resposta acho que vamos ficar mais tranquilas'', concluiu.

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