Quem for picado deve ir rápido para o hospital
A orientação do gerente da Vigilância Sanitária de Londrina, Marcelo Viana Castro, é que os vizinhos de terrenos com mato muito alto ou com grande acúmulo de lixo comuniquem o setor de saneamento. A partir da denúncia, técnicos da Vigilância vão até o local verificar qual a situação e que tipo de animais ou insetos foram encontrados lá. ''Se o terreno for particular, identificamos o proprietário e exigimos a limpeza do lote'', explica Castro.
Os técnicos também recolhem exemplares dos animais e insetos encontrados e encaminham para o Centro de Controle de Intoxicação (CCI) do Hospital Universitário (HU). ''No verão o aparecimento destes animais aumenta por causa do clima. Com o calor, cobras e taturanas saem de seus esconderijos para se refrescarem'', explica a estagiária do CCI, Franciele Costa da Silva.
Franciele diz que os animais mais comuns são mesmo as taturanas, as cobras e as aranhas que vivem nos jardins. O conselho da estagiária é que quando um morador encontrar um desses bichos deve matá-los para evitar acidentes. Porém, se um deles picar alguma pessoa, Franciele orienta que a pessoa leve a vítima rapidamente para o HU. ''Se puder levar o animal que picou junto, o tratamento é mais rápido, pois já saberemos qual a espécie do bicho'', aconselha.
As consequências de um acidente com um animal peçonhento podem variar de uma simples queimadura até uma lesão de fibras musculares. ''Se for uma taturana comum, geralmente a lesão é local e provoca dor intensa e sensação de queimadura. Já uma picada de cobra jararaca pode causar feridas grandes'', exemplifica a estagiária.
A atenção deve ser redobrada se a taturana possuir listras esverdeadas e espinhos nas costas com aparência de pinheiro. Neste caso, o contato com o animal pode causar uma hemorragia. (C.R.)





