As instâncias Federal, Estadual e Municipal não interferem nas ações umas das outras quando o assunto é inspeção e fiscalização do comércio de carne. No Paraná por exemplo, a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) desconhece quantos são e como trabalham os matadouros com SIM, pois acompanha apenas aqueles com SIP. Nos estabelecimentos com o SIF, o controle é feito pelo Governo Federal.
O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seab, Marco Antônio Teixeira Pinto, explica que a fiscalização estadual só interfere nos casos em que carne sem inspeção ou com selo do SIM são flagradas sendo transportadas para fora do município de origem, o que é proibido. Ele admite a existência tanto de abate quanto de comércio clandestino de carne, mas alega que os municípios têm a competência legal de combater esta prática.
Teixeira Pinto reforça que, além dos riscos da falta de armazenamento adequado, quem consome carne não inspecionada pode adquirir tuberculose, brucelose, sofrer intoxicação alimentar ou diversos outros problemas de saúde. (L. A.)

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