De janeiro a julho deste ano, 265 casos de fuga foram solucionados pela Delegacia de Vigilância e Captura no Paraná, sendo que apenas 20% das ocorrências foram registradas em cidades fora da Região Metropolitana de Curitiba. ''Este índice está dentro da média anual. No ano passado, por exemplo, ocorreram 550 fugas em todo o ano'', comenta o delegado Jaime Luz.
Ana Cláudia Machado, delegada-chefe do Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride), alerta para o fato de que pessoas que facilitam a fuga de adolescentes, mesmo que não tenham a intenção, podem responder criminalmente. Ela lembra ainda que desde a sua criação, há 14 anos, o Sicride já registou 1.176 casos de crianças desaparecidas, sendo que 99% deles foram solucionados. Aproximadamente 70% dos casos são de crianças que fugiram de casa e cerca de 30% são infrações penais como homicídio, sequestro e sonegação de incapaz.
Entre as dicas propostas pelo Sicride para a segurança de crianças e adolescentes, está o diálogo diário entre pais e filhos. Pais também devem observar sempre a roupa usada pelos filhos e se estes se comportam de modo diferente.
Evitar lugares com aglomeração de pessoas, orientar as crianças a não se afastarem dos pais e ensiná-las a procurar uma viatura policial ou um policial fardado e pedir ajuda se estiverem em dificuldade completam as recomendações do Sicride, que ainda sugere aos pais conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram e não deixar as crianças com desconhecidos, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias. (M.G.)

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