'Quem é viciada faz qualquer coisa pela droga'
Curitiba - Geralmente, quem é preso por tráfico não assume o crime. Nenhuma das mulheres entrevistadas pela FOLHA assumiu que traficava. Presa em flagrante no início de agosto na Vila Torres, em Curitiba, Joana (os nomes são fictícios), 20 anos, conta que há seis meses se envolveu com o submundo das drogas, primeiro consumindo crack. ''Sou usuária e quem é viciada faz qualquer coisa pela droga'', conta. Para sustentar o vício, aceitou trabalhar embalando drogas como cocaína e crack.
Joana e outras cinco pessoas (entre elas mais uma mulher) foram flagradas com 4,5 quilos de maconha, 160 pedras de crack, uma pedra grande de 100 gramas crack e 60 papelotes de cacaína. Ela nega ser traficante. ''Foi a primeira vez que me envolvi. Me arrependo, com certeza. Não sei o que vai acontecer comigo agora''. A companheira de Joana, presa na mesma operação da Polícia de Choque, nega tudo. ''Sou mãe de família. Não sou traficante''.
A afirmação é comum. ''A droga não era minha, era de um amigo. Só assumi que era minha porque ele ameaçou matar a minha mãe'', diz Vanessa, de 21 anos, presa há dois meses no 9º DP. Ela foi presa em um shopping de Curitiba com cocaína e crack, depois de uma denúncia. (T.A.)





