As fontes ouvidas pela reportagem da Folha relataram que os adolescentes conseguem armas com facilidade e dos mais variados ''fornecedores''. Uma das fontes consultadas citou que jovens infratores apreendidos ''dizem quem vende e falam que quando a arma já foi usada em outros crimes quem compra tem que assumir tudo.''
Boa parte das armas chega às mãos de adolescentes por intermédio de traficantes. Eles as repassam normalmente para os chamados ''aviões'' meninos e meninas que comercializam drogas no varejo. Outras vias de acesso são furto e roubo.
Alguns meninos já teriam declarado até ter comprado armas de policiais,
embora não existam denúncias dessa natureza sendo investigadas nas polícias Civil e Militar. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, diz que precisaria consultar os inquéritos das apreensões por porte de arma para apurar a veracidade dessas informações. Para ele, os indícios mais fortes indicam que boa parte das armas apreendidas é produto de furtos e roubos, principalmente porque os números de identificação são suprimidos. Ele lembra ainda que a campanha do desarmamento realizada pelo governo do Estado retirou muitas armas de circulação.
O comando do 5º Batalhão da PM também declara que não recebeu nenhuma denúncia de que policiais estariam vendendo armas para adolescentes. A relações públicas da corporação, tenente Roberta Mildemberger Reina, pede para as pessoas denunciarem esses fatos a ela ou, anonimamente, através do telefone 181.

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