Londrina - A reportagem da FOLHA recebeu nesta semana reclamação de um leitor sobre a forma como a vacina contra a gripe vem sendo armazenada e aplicada em unidades básicas de saúde de Londrina. As doses, em vez de serem mantidas na ampola até o momento da vacinação, como preconiza o Ministério da Saúde em treinamentos para trabalhadores do setor, são aspiradas em seringas e mantidas dentro de uma caixa climatizada até a aplicação no paciente.
Conforme a coordenadora de Imunização do município, Sônia Fernandes, trata-se de um procedimento de praxe em campanhas de vacinação. O objetivo é agilizar o atendimento em períodos em que a demanda tende a ser maior. Nestes casos, a secretaria tem autonomia para definir que método usar.
"Assim, não precisamos ficar abrindo e fechando o equipamento onde armazenamos todas as vacinas o tempo todo. Aspiramos de 20 a 30 doses e as deixamos prontas para ser usadas no máximo em até uma hora", explica.
Ainda segundo Sônia, a prática não oferece risco de contaminação ou perda de validade do imunizante. O número de lote continua sendo controlado e registrado pelo enfermeiro que fez a aplicação na carteirinha de vacinação, ainda que o selo não esteja disponível como em imunizações de rotina.(A.L.)

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