QUEIMADAS - Calor aumenta perigo de incêndios
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domingo, 29 de janeiro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O mês de janeiro registrou, só nas duas primeiras semanas, 39 focos de incêndio no município, contra seis ocorridos durante todo o mês no ano passado. Em apenas um dia foram 12 focos. Trabalho pesado para os bombeiros, que são os principais responsáveis pelo combate às queimadas no perímetro urbano. ''A situação está crítica, não temos estrutura para atender todos os chamados que chegam até nós'', revela o sargento Laércio Xavier de Araújo, do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina.
Segundo Araújo, os atendentes da corporação fazem uma triagem dos casos, para que tenha sempre equipes disponíveis para atender os casos de maior gravidade. ''Mesmo assim, muitas vezes somos chamados e quando chegamos ao local o fogo já foi controlado.
A principal causa das queimadas continua sendo a imprudência. Como exemplo, Araújo cita os incêndios causados por bitucas de cigarro jogadas na beira da estrada e o uso do fogo para acabar com o mato de terrenos. Além disso, lembra o sargento, existem os chamados incêndios involuntários, resultantes de faíscas causadas por materiais que refletem a luz solar, como vidros e alumínio.
Segundo levantamento feito pelo subcomandante do quartel, Major Dario Natan Bezerra, no mês de dezembro foram registrados 13 focos de incêndio. Ao longo de 2004 foram 319 ocorrências, contra 333 registradas em 2005.
De maneira geral, é muito difícil encontrar o responsável pelo crime. Mas nos casos em que há testemunhas, a Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) pode ser acionada. Um protocolo é aberto e um fiscal é designado para ir até o local. Se o crime for confirmado, o responsável é notificado e autuado. A multa, de acordo com o assessor Gladiston Gouveia, pode variar de R$ 150,00 a R$ 1,5 mil, dependendo da extensão do terreno, e o responsável ainda corre o risco de responder a processo criminal. A multa, segundo Gouveia, está prevista nos artigos 170 e 171 do Código de Posturas do município.
Nos casos de incêndio em áreas rurais, a polícia ambiental também deve ser acionada. ''É nossa missão auxiliarmos no combate, checarmos a causa e conferirmos se o produtor tem autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), exigida para as queimadas com fins agrícolas'', lembra o capitão Wilberaldi Correia de Lima, da Companhia Ambiental Força Verde, de Londrina.


