Queimada perto de pista de aeroporto preocupa vizinhos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de abril de 1998
Marcos Zanatta 
Fiscais da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Maringá notificaram ontem o morador José Dias do Carmo, do Jardim Aclimação, por realizar constantes queimadas na cabeceira da pista do aeroporto. Carmo disse à Folha que recebe madeira para lenha, de corte de árvores feito pela prefeitura.
O material é depositado em uma área ao lado da casa onde Carmo mora e preparado para revenda. Segundo ele, os galhos e troncos sem valor comercial são sempre queimados. Mas acho que isso não atrapalha em nada os vizinhos, alegou.
Mas os moradores do bairro reclamam que as queimadas são constantes e as chamas chegam a alcançar até cinco metros de altura. Não sei como pode isso na frente de um aeroporto, disse um morador. Carmo garantiu que queima os restos de galhos e troncos apenas uma vez por semana e sempre depois que o aeroporto está fechado. O local das queimadas fica a menos de 300 metros da cabeceira da pista.
O chefe do setor de parques e jardins, José Carlos Cardoso, garantiu à Folha ontem que a prefeitura não repassa para terceiros os troncos de árvores cortadas nas ruas e praças. Toda madeira de valor comercial é entregue a um curtume, que repassa o valor correspondente ao Provopar, e os galhos vão para o lixão.
Ele disse acreditar que jardineiros estão fornecendo a madeira para Carmo. Vamos impedir até mesmo que galhos e troncos fiquem com moradores para evitar problemas como esse. Cardoso adiantou que não pode impedir que o morador trabalhe com a madeira fornecida por terceiros. Mas assegurou que vai proibir novas queimadas no local.


