Queimada em canavial faz duas vítimas
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Bandeirantes Uma queimada de rotina em um canavial de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio) deixou uma mulher morta e um rapaz com queimaduras de segundo e terceiro graus em 90% do corpo. Maria Aparecida Ribeiro, de 28 anos, morreu na manhã de ontem. Leonildo Soares, 25, continua internado em estado grave, respirando por aparelhos, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Bandeirantes. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.
Segundo o comandante da Polícia Militar (PM) de Bandeirantes, tenente Jéferson Agenor Banello, a área, localizada no Jardim Itapeva, pertence a uma usina de açúcar da cidade. Empregados da usina teriam posto fogo no canavial para facilitar a colheita da cana-de-açucar.
Segundo o tenente, quando os policiais chegaram ao local, acionados por vizinhos, as vítimas haviam sido socorridas pelos empregados. ''Eles estavam com a pele em decomposição, bastante feridos'', comentou. Segundo o tenente, os dois não eram bóias-frias nem empregados da usina. A hipótese mais provável, apontada pela polícia, é que o casal estivesse em um encontro amoroso no canavial quando foi surpreendido pela queimada.
De acordo com o médico Fernando César Dal Porto, da Santa Casa de Bandeirantes, para ter alguma chance de sobrevivência, Soares depende de transferência para uma ala de tratamento específica para queimados. Em Londrina, o coordenador da Central de Leitos do Estado, Édio Gomes Carvalho, informou que somente o Hospital Evangélico (HE) de Curitiba oferece o serviço especilizado. ''Ligamos lá três vezes requisitando vaga, mas não há lugares disponíveis'', explicou.
A Folha tentou contato com a usina mas não obteve resposta atéo fechamento da edição. (Com Agência Folha)


