QUEIJO SUÍÇO - Greve deixa Londrina cheia de buracos
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terça-feira, 05 de abril de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Buracos imensos e valetas abertas por toda Londrina são algumas das consequências de 30 dias de greve dos servidores públicos associados a algumas pancadas de chuvas. Sem conseguir o reajuste pretendido, os 80 funcionários da secretaria municipal de Obras, responsáveis pela pavimentação, retornam hoje ao trabalho com um grande desafio pela frente: normalizar o serviço de recapeamento em 30 dias.
Para adiantar o trabalho, o chefe do setor de tapa-buracos, Armando Gomes de Freitas, passou a tarde de ontem na usina de asfalto organizando as cinco equipes que retornam ao serviço hoje. ''Na Área Central o principal problema são as valetas abertas pela Sanepar. Eles colocaram pedras, mas como ficou muito tempo sem fechar, os carros retiraram essa proteção'', explica Freitas. Só na Rua Brasil as equipes terão cinco buracos para tapar hoje.
Segundo o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, mensalmente são consertados cerca de cinco mil metros quadrados de asfalto. ''Antes da greve, todos os dias saiam quatro equipes da usina de asfalto para fechar buracos e valetas em mais de 10 ruas da cidade'', conta o secretário. Até a produção de asfalto ficou parada durante a greve. ''Voltamos a trabalhar às 7 horas de manhã (hoje) e por volta de 8h30 as esquipes devem estar na rua'', garante o chefe do setor de tapa-buracos. A usina produz 40 toneladas de asfalto por hora.
A prioridade da secretaria será fechar os buracos do anel central. ''Como o centro é a onde há maior fluxo de veículos, os buracos surgem com mais facilidade'', explica o secretário. Aloysio de Freitas pede paciência à população pois os serviços ficarão um pouco atrasados. Ele espera que até o final da próxima semana a Área Central já esteja concluída. Sergipe, Brasil, João Cândido e Pará, são algumas das ruas que serão arrumadas hoje.
Quanto ao resto da cidade, o secretário afirma que após terminar o centro eles partirão para os bairros mais periféricos. ''Vamos torcer para que não chova. Se não os trabalhos param e os buracos aumentam'', declara Aloysio de Freitas. Apesar de cinco mil metros quadrados terem ficado abertos durante o mês da greve, o secretário espera que em 30 dias todo o cronograma volte ao normal.


