QUEIJO SUíÇO - Crateras por toda a cidade
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sábado, 09 de abril de 2011
Carolina Avansini e <br> Silvana Leão <br>Reportagem Local 
Enquanto na maioria dos municípios visitados pela FOLHA os buracos no asfalto concentram-se principalmente nos bairros mais afastados, em Sarandi (Noroeste) a situação é generalizada. Na avenida Maringá, a principal da cidade, enormes desníveis denunciam a falta de manutenção mesmo nas vias de maior trânsito.
''As ruas de Sarandi parecem carreador da Zona Rural'', compara o borracheiro José Gomes de Andrade, que rotineiramente recebe clientes com carro quebrado por causa dos buracos. O mecânico Robson Ferri engrossa o coro e denuncia que a situação atrapalha inclusive os pedestres. ''A água empoçada espirra cada vez que passa um veículo, molhando quem está na calçada.''
Segundo ele, os bueiros entupidos são a principal causa do problema. ''A chuva não escoa e acaba estragando o asfalto'', afirma. As quedas constantes de ciclistas e motociclistas também assustam. ''Estamos bem no centro de Sarandi e vemos buraco em cima de buraco. As autoridades passam por eles e não fazem nada. Infelizmente, a cidade está abandonada'', lamenta.
O secretário municipal de Urbanismo, Elton Eidy Toy, nega que providências não estejam sendo tomadas. ''A situação já esteve bem pior. No ano passado começamos a recapear as ruas mais movimentadas e a tapar os buracos das vias vicinais. Mas realmente pegamos a cidade em uma situação bem difícil'', admite Toy. Para dar conta do serviço, a Prefeitura de Sarandi decidiu comprar maquinário próprio para produção da massa asfáltica, o que, de acordo com o secretário, reduziu em 40% o custo do serviço. ''Só este ano vamos investir cerca de R$ 2 milhões, de recursos próprios, na recuperação da malha viária, e acreditamos que até o ano que vem aproximadamente 80% das ruas estejam com o asfalto em boas condições.''
Na vizinha cidade de Maringá, a existência de bairros sem asfalto incomoda mais que a presença de buracos. A situação mais crítica localiza-se na região do Contorno Norte, onde, de acordo com o secretário de Serviços Públicos Wagner Mussio, foram abertos loteamentos, em administrações passadas, sem o compromisso de fazer a infra-estrutura. ''Essa prática está proibida em Maringá'', garante.
A auxiliar de serviços gerais Luciene Verli mora na região e, diariamente, enfrenta lama e poeira para sair ou chegar em casa. ''Acaba sendo perigoso, principalmente quando chove e as ruas ficam escorregadias'', analisa. Nos dias secos, os pedregulhos soltos impõem o risco de quedas.
O secretário Mussio enfatiza que os bairros serão asfaltados e as vias já pavimentadas também serão recuperadas. ''O projeto prevê a recuperação de toda a região'', conclui.


