Quedas aumentam com tempo chuvoso
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
A combinação de chuva com piso escorregadio resultou em um grande prejuízo físico e financeiro para a diarista Aparecida de Lima. Quando já estava quase chegando ao seu local de trabalho na manhã chuvosa de ontem ela escorregou em uma calçada com piso de lajota. Na queda ela quebrou o braço e terá que passar cerca de 30 dias sem trabalhar.
Esse tipo de incidente é bastante comum nos dias de chuva. Basta uma breve passagem pelo Pronto-Socorro do Hospital Ortopédico para constatar diversos acidentes causados direta ou indiretamente pela chuva. ''Logo que desci do ônibus perto do meu trabalho escorreguei e torci o tornozelo e o joelho direito. Estou sentindo muita dor e vou ter que ficar alguns dias com a perna imobilizada'', contou a salgadeira Lúcia Aparecida de Oliveira.
A estudante Letícia Thaís Otaviano não soube explicar à mãe e à irmã se estava chorando de dor por ter caído na escada do colégio onde estuda ou por perder dois dias de provas devido à queda. ''O piso estava úmido por causa chuva e escorreguei quando estava descendo a escada. Acabei torcendo meu tornozelo e não sei quando vou voltar para a escola'', relatou.
Punho e joelho
Segundo o médico ortopedista Paulo Marcel Yoshii, que integra o corpo clínico do hospital, embora não haja dados estatísticos, nos dias dias chuvosos aumenta o número de traumas em punhos, tornozelos, colunas e joelhos. ''Geralmente essas áreas são afetadas durante as quedas que ocorrem em pisos escorregadios ou quando a pessoa perde o equilíbrio ao correr para se proteger da chuva'', explica.
Ele diz que o relato detalhado do paciente é imprescindível para indicar um diagnóstico preciso. ''É importante saber como aconteceu a queda para identificar quais as áreas afetadas. Dependendo da gravidade do caso, utilizamos ainda exames complementares através de raio-X, tomografia ou ressonância magnética'', esclarece.
O ortopedista diz que o tratamento em casos de trauma ou torções geralmente envolve a imobilização da área afetada. ''Conforme o caso é recomendado o uso de talas ou gesso por períodos que variam em média entre uma semana e um mês. Também são prescritos medicamentos analgésicos para aliviar a dor e anti-inflamatórios para evitar agravamento do quadro'', afirma.
Prevenção
Entre os cuidados a serem tomados para evitar as quedas, Yoshii destaca a importância do uso de calçados com solado de borracha, evitar pisos escorregadios e atenção redobrada ao fugir da chuva.
Caso a pessoa tenha caído, o ortopedista diz que o ideal é fazer compressa com gelo. ''O gelo tem efeito analgésico e evita hematomas. Para evitar que o gelo queime a pele, é recomendado colocá-lo em um saco plástico e usar uma toalha limpa entre ele e a pele para que não haja queimaduras'', diz o médico.
A automedicação é desaconselhada. ''O uso de remédios pode mascarar a dor, que é um forte indicativo de fratura ou outras lesões, embora possa acontecer da pessoa não sentir dor mesmo tendo se machucado. Por isso um médico ortopedista deve ser sempre consultado quando houver queda ou fraturas, principalmente quando há inchaço, dor intensa ou hematoma (vermelhidão ou rouxidão na área atingida) por mais de dois dias'', destaca Yoshii.


