Londrina
As vendas a vista do Natal desde ano, em comparação ao do ano passado, cresceram 12,50%; enquanto que as vendas a prazo caíram 3,00%. O volume de vendas - negócios concretizados - cresceu 16%; mas o total de faturamento - dinheiro que entrou no caixa - diminuiu 10,90%. Estes são alguns dados da pesquisa divulgada ontem pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
‘‘Não consideramos negativo este resultado, apesar da queda no faturamento global dos comerciantes. Ele reflete um novo momento da economia nacional, o do pós-pacote fiscal de novembro. Os consumidores e o comércio estão ainda se ajustando a esta nova realidade. Por isto, avaliamos que as vendas deste Natal foram razoáveis’’, comentou o presidente da Acil, Abílio Medeiros Júnior.
A pesquisa encomendada pela associação foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos (Inbrape), nos dias 23 e 24, com 85 comerciantes do centro da Cidade de oito sub-ramos da atividade. A maior queda nas vendas foi registrada nos setores de móveis/eletrodomésticos e de materiais de construção.
No primeiro, 90% dos pesquisados disseram que as vendas deste Natal foram menores que as do ano passado. Nenhum disse que as vendas aumentaram e 10% afirmaram que elas foram apenas iguais. No segundo setor, 70% declararam que as vendas foram menores e 30% que elas foram iguais às de 96. Os setores que registraram os maiores aumentos foram o de produtos importados (40% de crescimento contra 60% de queda) e o de calçados (30% de crescimento, 20% de queda e 50% que consideraram as vendas iguais às do último Natal).
‘‘Este Natal foi o das compras básicas. O consumidor, com menos dinheiro e medo dos juros altos, comprou produtos mais baratos e de primeira necessidade: alimentação, calçados e roupas. Trocaram os bens duráveis - móveis e eletrodomésticos - pelos presentes mais simples’’, avaliou o presidente da Acil. ‘‘O resultado da pesquisa não surpreendeu. Já esperávamos uma queda no faturamento de Natal depois do aumento dos juros, dos impostos e da campanha anticonsumo realizada pelo governo federal. O consumidor se mostrou cauteloso e preferiu comprar a vista que parcelar a dívida. Para os comerciantes também foi bom, porque pior do que não vender é vender e depois não receber.’
A pesquisa revelou que, segundo os comerciantes, os principais motivos da queda no faturamento foram o plano econômico, a falta de poder aquisitivo dos consumidores, os juros altos, o desemprego e a proliferação das lojas a R$ 1,99. Os motivos que teriam levado ao aumento nas vendas são o investimento das lojas em propaganda, os produtos com preços mais baixos e as promoções.
Quanto ao SCPC (sistema de proteção ao crédito para vendas a prazo, antigo Seproc) as consultas caíram 6,30%. Já as consultas ao Protecheque (sistema de proteção às vendas a vista) cresceram 15,09%.

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