Apesar do grande número de telefones públicos instalados em Londrina e Tamarana, a Sercomtel tem registrado um queda acentuada no uso do equipamento. Conforme levantamento da empresa, a arrecadação produzida pela venda de cartões indutivos caiu de R$ 6 milhões em 2007 para R$ 2 milhões em 2011.
A receita da Sercomtel com orelhões representa apenas 1% da receita total da empresa. Como consequência da redução da venda de cartões, também caiu a quantidade de créditos utilizados (queimados): foram 52 milhões em 2007 e apenas 15 milhões em 2011.
O problema, gerado pela popularização do celulares pré-pagos, atinge todas as concessionárias de telefonia fixa do Brasil. As empresas reclamaram junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que não estão conseguindo bancar os custos do serviço por causa do vandalismo e queda no uso dos orelhões.
Com o objetivo de amenizar o problema de baixa utilização e cobrir os gastos com reparos dos aparelhos, as teles estão tentando encontrar fontes de recursos extras.
De acordo com Roberto Coutinho Mendes, presidente da Sercomtel, em recente reunião dos presidentes das empresas com o presidente da Anatel, João Rezende, as operadoras propuseram explorar os espaços internos e externos dos orelhões com publicidade. Outra das reivindicações prevê que, antes de completar a chamada, o usuário ouvirá publicidade por meio de mensagem gravada.
Outra proposta para compensar os custos é estabelecer prazo de validade para os créditos dos cartões dos orelhões, a exemplo do que existe hoje para os cartões de telefones celulares. Para os celulares, a validade é de 90 dias. Para os cartões dos orelhões, o objetivo das operadoras é que o prazo fique entre nove e 12 meses. (M.R.)

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