A psicopedagoga Eliane Mitsunaga, de Londrina, recomenda que, antes de concretizar a transferência, as crianças devem ser levadas para conhecer a nova escola e pais e filhos devem conversar sobre o assunto. ''Algumas querem e gostam da ideia de mudar de ambiente, mas outras não aceitam porque deixarão os amigos'', comenta, explicando que alunos mais velhos aceitam melhor a mudança.
Eliane diz que a mudança de escola não é a única causa para a queda do rendimento. ''Pode haver diferença de conteúdo ministrado e da metodologia e para que isso não aconteça os pais devem conversar com a coordenadora da escola, principalmente por causa da metodologia, pois o conteúdo pode ser adquirido por algum tipo de recuperação'', conta.
Caso haja dificuldades para fazer amigos, pais e professores devem conversar com o aluno. Para os professores ela recomenda identificar os grupos que já estão formados na sala de aula e procurar uma pessoa que seja assertiva para introduzir esse aluno ao grupo.
Se a transferência for motivada por expulsão ou por comportamento agressivo ou até por ter sofrido bullying, Eliane conta que é preciso procurar ajuda. Ela afirma que nos três casos é muito difícil melhorar a situação sozinho.
Para quem muda de cidade, diz ela, a situação é mais difícil. ''Quando a criança permanece na mesma cidade ainda é possível rever os amigos, mas quando isso não acontece os pais devem conversar com os filhos e tentar manter o contato para que o choque não seja tão grande'', aconselha. Ela diz que em geral a criança se adapta facilmente, mas se ela for tímida e insegura, o professor e o coordenador possuem um papel importante. (V.O.)

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