Queda de muros coloca em risco moradores de Warta
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quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma infeliz coincidência está colocando em risco os usuários dos serviços públicos mais elementares no Distrito da Warta (Zona Norte de Londrina). Muros da Unidade Básica de Saúde (UBS) e da escola municipal da localidade caíram por causa da chuva em diferentes períodos e as reconstruções ainda não saíram do papel. Enquanto isso, pacientes e alunos estão expostos a riscos como novos desabamentos e invasões.
A situação da Escola Municipal Edmundo Odebrecht é a que se arrasta há mais tempo. O muro na divisa entre a instituição e o cemitério do distrito caiu em outubro do ano passado. A única obra feita no local foi a retirada do entulho e a improvisação de uma cerca. Enquanto isso, os 421 estudantes de 1 a 4 série do ensino médio brincam perto do local, fato que preocupa a diretoria da instituição.
''É perigoso porque um cachorro pode entrar e atacar as crianças ou alguma delas tentar subir na cerca e se machucar. E a responsabilidade se acontecer alguma coisa é da escola'', comenta a diretora Sônia Aparecida Cupini. Ela conta que já encaminhou ofícios e fez contato telefônico com a Secretaria Municipal de Educação, mas ainda não conseguiu que o problema fosse solucionado.
A secretaria informou que o orçamento da obra está pronto e licitação deverá ser aberta no início de 2007.
Outro problema é a falta de um espaço adequado para a educação física. Acompanhadas pela professora Silvana Foleis Macedo, elas trocam o esporte pelo lazer. ''Como não temos um lugar adequado, as aulas ficam mais restritas a atividades recreativas, como pular corda e amarelinha'', afirma.
Também de acordo com a Secretaria de Educação, o problema é que o prédio é muito antigo e não há espaço ideal para uma quadra poliesportiva. No entanto, existe um projeto para construção num terreno vizinho.
A exemplo da escola, o muro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito também tombou num dia de chuva. Desde maio, a direção espera pela reconstrução com o fundo do prédio totalmente exposto. E no local há um gramado que é ponto de encontro da criançada do distrito. Ainda há o risco de queda do muro lateral, que está cheio de rachaduras e marcas dos pés de quem ainda insiste em brincar no local perigoso.
''As crianças brincam todo fim de semana aqui. Foi por sorte que o muro caiu quando não tinha ninguém'', comentou a enfermeira Márcia Carolina de Mello, coordenadora do posto de saúde.
A falta de proteção é tanta que é comum que cachorros invadam o prédio. E a segurança do patrimônio público fica apenas por conta de um alarme recém-instalado e da vigilância dos vizinhos.
De acordo com o engenheiro João Verçosa, da Secretaria Municipal da Saúde, o pedido de contratação do serviço já foi encaminhado para a diretoria. O preço máximo da reconstrução é de R$ 16,5 mil. E a empresa contratada deverá também fazer a retirada do entulho, que até hoje está abandonado no local.
''Na parte do muro que está condenada deverá ser feito um reforço'', revelou Verçosa. A assessoria de imprensa da secretaria informou que edital para a obra deverá ser publicado nos próximos dias.
Outro posto de saúde que aguarda obra de recuperação de muro é a UBS do Distrito de Maravilha (Zona Sul), cuja reconstrução deve ser mais barata e dispensar licitação pública.


