Uma infeliz coincidência está colocando em risco os usuários dos serviços públicos mais elementares no Distrito da Warta (Zona Norte de Londrina). Muros da Unidade Básica de Saúde (UBS) e da escola municipal da localidade caíram por causa da chuva em diferentes períodos e as reconstruções ainda não saíram do papel. Enquanto isso, pacientes e alunos estão expostos a riscos como novos desabamentos e invasões.
A situação da Escola Municipal Edmundo Odebrecht é a que se arrasta há mais tempo. O muro na divisa entre a instituição e o cemitério do distrito caiu em outubro do ano passado. A única obra feita no local foi a retirada do entulho e a improvisação de uma cerca. Enquanto isso, os 421 estudantes de 1 a 4 série do ensino médio brincam perto do local, fato que preocupa a diretoria da instituição.
''É perigoso porque um cachorro pode entrar e atacar as crianças ou alguma delas tentar subir na cerca e se machucar. E a responsabilidade se acontecer alguma coisa é da escola'', comenta a diretora Sônia Aparecida Cupini. Ela conta que já encaminhou ofícios e fez contato telefônico com a Secretaria Municipal de Educação, mas ainda não conseguiu que o problema fosse solucionado.
A secretaria informou que o orçamento da obra está pronto e licitação deverá ser aberta no início de 2007.
Outro problema é a falta de um espaço adequado para a educação física. Acompanhadas pela professora Silvana Foleis Macedo, elas trocam o esporte pelo lazer. ''Como não temos um lugar adequado, as aulas ficam mais restritas a atividades recreativas, como pular corda e amarelinha'', afirma.
Também de acordo com a Secretaria de Educação, o problema é que o prédio é muito antigo e não há espaço ideal para uma quadra poliesportiva. No entanto, existe um projeto para construção num terreno vizinho.
A exemplo da escola, o muro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito também tombou num dia de chuva. Desde maio, a direção espera pela reconstrução com o fundo do prédio totalmente exposto. E no local há um gramado que é ponto de encontro da criançada do distrito. Ainda há o risco de queda do muro lateral, que está cheio de rachaduras e marcas dos pés de quem ainda insiste em brincar no local perigoso.
''As crianças brincam todo fim de semana aqui. Foi por sorte que o muro caiu quando não tinha ninguém'', comentou a enfermeira Márcia Carolina de Mello, coordenadora do posto de saúde.
A falta de proteção é tanta que é comum que cachorros invadam o prédio. E a segurança do patrimônio público fica apenas por conta de um alarme recém-instalado e da vigilância dos vizinhos.
De acordo com o engenheiro João Verçosa, da Secretaria Municipal da Saúde, o pedido de contratação do serviço já foi encaminhado para a diretoria. O preço máximo da reconstrução é de R$ 16,5 mil. E a empresa contratada deverá também fazer a retirada do entulho, que até hoje está abandonado no local.
''Na parte do muro que está condenada deverá ser feito um reforço'', revelou Verçosa. A assessoria de imprensa da secretaria informou que edital para a obra deverá ser publicado nos próximos dias.
Outro posto de saúde que aguarda obra de recuperação de muro é a UBS do Distrito de Maravilha (Zona Sul), cuja reconstrução deve ser mais barata e dispensar licitação pública.

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