Queda de muro gera protesto em escola
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segunda-feira, 19 de março de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Professores e funcionários do Colégio Estadual Polivalente (Zona Oeste de Londrina) prometem paralisar as atividades até que seja dada alguma solução para o muro da escola que caiu no final de janeiro. Ontem, eles fizeram um manifesto e suspenderam as aulas depois que ex-alunos entraram armados e assustaram os alunos na última sexta-feira. ''Paralisamos hoje (ontem) e voltaremos às atividades normais até sexta-feira. Se continuarmos sem resposta, vamos parar tudo até que o muro seja reconstruído'', assegura a presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) do colégio, Siliane Salomão.
Segundo conta, o muro caiu em função de uma forte chuva. ''Além disso, o pessoal da capina da prefeitura tinha feito a roçagem do terreno do fundo, mas não tinha tirado o resto do material, que ficou acumulado e, acho, acabou pressionando o muro.'' Desde então, conforme afirma Siliane, a APM e a diretoria do colégio têm solicitado o conserto da parede que fica aos fundos do escola. ''O problema é que não só expõem nossos alunos, quanto facilita com que eles saiam da aula e da escola'', se preocupa a professora Silvana Gomes.
Ela ainda completa: ''Os pais e a própria sociedade confiam que, ao deixar seus filhos na escola, eles estarão lá até o final das aulas e aqui, por mais esforço que está sendo feito, não temos como controlar a saída deles''. O Colégio Polivalente tem cerca de 1.400 alunos de Ensino Fundamental, Médio e Profissionalizante.
Funcionando em três turnos, a escola já sofreu ações de vândalos. ''A quadra está sem luz, porque roubaram os reatores e a iluminação. São sempre jovens, geralmente menores de idade, que ficam usando drogas e entram na escola. Esses dias teve uma briga e o agressor saiu pelo fundo sem que a polícia pudesse fazer alguma coisa, porque ele não é identificado por não ser da escola'', reclama Luzimar Amorim, que é integrante da APM e mãe de aluno.
''Com o muro já era difícil de controlar o acesso dos que vinham de fora e garantir a segurança dos alunos, imagine sem'', destaca a professora Sônia Camargo.
De acordo com o engenheiro da Regional Londrina da Secretaria de Estado de Obras Públicas, Flávio Formagio, as obras devem começar na próxima semana. ''O processo estava na Secretaria de Educação e na sexta-feira veio com autorização para a Secretaria de Obras. Até quinta-feira devo comunicar a empresa vencedora da licitação e o muro deve começar a ser refeito na segunda-feira''. O sistema de captação e drenagem de água da chuva da escola também será revisto e, em alguns trechos, construído. ''Há trechos entupidos e no terreno aos fundos não há captação da água da chuva. Isso tudo deverá levar cerca de 15 dias após o início das obras''.


