O gerente de manutenção do escritório regional da Copel, Eduardo Oyama, disse que as quedas constantes no fornecimento de energia elétrica estão relacionadas a combinação de dois fatores.
O primeiro é climático. A área está mais sujeita a mais pancadas de vento que outras regiões da cidade. O segundo fator é uma falha na arborização dos bairros. De acordo com Oyama, as espécies utilizadas na região são ''inadequadas'', com copas altas demais. A cada vento ou chuva forte, os galhos cedem e encostam nos cabos, explica o engenheiro.
Na visão de Oyama, há duas possibilidades de resolver o problema. O primeiro é a poda. ''Mas isto não é uma garantia porque a poda tem que estar de acordo com a legislação ambiental, que proíbe a poda drástica. Às vezes, ainda assim, dependendo da intensidade da chuva ou da ventania os galhos atingem a rede.'' O segundo é a substituição das atuais espécies por outras menores. A administração municipal está implementando um programa de erradicação de árvores.
A Copel mantém uma equipe para a poda. Todos os anos, 45 mil árvores são podadas durante os meses mais frios. Além disso, a estatal mantém um convênio com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que trabalha em outra frente. (L.F.M.)

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