O empresário londrinense Antonio Piovezan, 70 anos, e o piloto Mário Roberti Gnecco, 47 anos, morreram anteontem em um acidente de avião no município de Ponta Grossa, região oeste do Estado. O monomotor Cessna Centuriom 210 (prefixo PT-KCR), de propriedade do empresário, caiu na região de Mato Queimado, Distrito de Itaiacoca, a mais de 40 quilômetros de distância do Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa.
Antonio Piovezan iria a Curitiba participar do sepultamento de um de seus irmãos, Ivo Piovezan. O empresário era considerado um dos pioneiros da aviação em Londrina. Ele chegou à Cidade há mais de 40 anos, vindo de São José dos Pinhais, e montou uma oficina de manutenção de aviões na Aviação Velha, antigo aeroporto, próximo ao Patrimônio Regina, na zona sul. Atualmente, ele mantinha a oficina dentro do aeroporto de Londrina, também na zona sul da Cidade.
O acidente aconteceu entre 9 e 10 horas da manhã de quinta-feira, mas o avião só foi encontrado ontem às 12h30. O Cessna partiu de Londrina em direção a Curitiba, onde deveria pousar no Aeroporto do Bacacheri. Como o aeroporto na Capital estava fechado, o piloto comunicou a torre de controle do Bacacheri que iria tentar aterrissar em Ponta Grossa.
Depois de sobrevoar o Aeroporto Sant’Ana por vários minutos, sem conseguir pousar devido às condições do tempo, o piloto teria comunicado a central de controle em Ponta Grossa que retornaria para Londrina. Essa, que foi a última comunicação do piloto antes da queda, aconteceu pouco depois das 9 horas. O Cessna bateu contra um paredão de pedra na Serra Itaiacoca.
O avião foi encontrado por um helicóptero da Base Aérea dos Afonsos, Rio de Janeiro, do Ministério da Aeronáutica. A equipe dos Afonsos chegou ao local da queda junto com um comando de busca e salvamento terreste do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa. Como o avião caiu em um local de mata fechada e de difícil acesso, os socorristas tiveram muita dificuldade para fazer o resgate.
Os corpos das duas vítimas foram encaminhadas em uma viatura do Corpo de Bombeiros para o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, e depois transportados para Londrina. De acordo com informações do Cindacta II, em Curitiba, o Cessna 210 dificilmente apresenta problemas mecânicos. No caso dessa queda, é provável que o motivo tenha sido o mau tempo.
Em dois meses a família Piovezan perdeu três irmãos. Além da morte de Ivo, no dia 31 de dezembro, e de Antônio Piovezan, no dia 1º de janeiro, a família também já tinha perdido uma outra irmã, Angélica Trevisan, no dia 31 de outubro passado. O corpo do empresário será enterrado hoje no cemitério Parque das Oliveiras. Ele deixa esposa e três filhos.
O piloto Mário Roberti Gnecco era paulista mas morava em Londrina há mais de 20 anos. Por oito anos, no entanto, residiu no estado do Pará, voltando ao norte paranaense em 1989. Aqui, se casou e teve dois filhos, hoje com 17 e 21 anos. O piloto era considerado experiente na profissão: ele trabalhava com aviação há mais de 25 anos, os últimos como funcionário do empresário Antônio Piovezan.

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