Queda de aterro dificulta acesso ao Centro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Moradores de bairros próximos ao Conjunto Avelino Vieira (Zona Oeste de Londrina) estão enfrentando uma verdadeira maratona para ter acesso ao Centro. Há duas semanas, o excesso de chuva causou o desbarrancamento do aterro que permite a passagem sobre o Ribeirão Esperança, na Rua Soiti Taruma, entre os jardins Olímpico e Sabará 3.
Desde então, motoristas só conseguem chegar à PR-445 e, consequentemente, ao centro de Londrina, se desviarem por bairros de Cambé. A volta acrescenta pelo menos quatro quilômetros ao percurso. A prefeitura interrompeu o tráfego para evitar acidentes. Pedestres, cicilistas e motociclistas continuam usando a passagem.
O movimentador de materiais Wagner Antunes de Melo, 25 anos, costuma atravessar o aterro quatro vezes por dia. De moto, ele arrisca trafegar sobre o que restou do aterro. De carro, afirma que a melhor opção é mudar de caminho. ''Muitos moradores arriscam, porque a volta é muito grande.''
O auxiliar técnico Lucas Nogueira, 18 anos, foi um dos que arriscou passar pelo barranco de automóvel. ''Pelo outro caminho, não sei como chegar'', afirmou ele.
Pedestres também se incomodam com as condições do aterro. O casal de jardineiros Gislaine dos Santos, 20, e Anselmo Ferreira de Souza, 29, atravessa o ribeirão diariamente, a pé ou de bicicleta, para chegar ao trabalho. Segundo ela, pedregulhos tornam a via escorregadia, aumentando as chances de acidente.
Morador do Avelino Vieira há 25 anos, o pedreiro Antônio de Lima, 49, alerta para o perigo do desbarrancamento. ''Se alguém escorrega e cai pelo barranco, pode até morrer'', disse. Ele afirmou que mesmo antes do rompimento da tubulação as condições da passagem eram precárias. ''O acesso existe há 25 anos. Ninguém asfaltou a rua ou construiu uma ponte.''
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explicou que a causa da queda foi o volume excessivo de água trazida pela chuva das últimas semanas. ''Um tronco de árvore caiu e impediu a passagem da água pela tubulação, causando o rompimento do aterro'', disse. Segundo ele, a passagem será recomposta em 60 dias se o clima permitir o início das obras. Ele afirmou, ainda, que a prefeitura tem planos de asfaltar a via e construir uma ponte sobre o Ribeirão Esperança, mas não há prazo.


