Ambulantes que trabalham na Praça Rocha Pombo e no camelódromo da Avenida São Paulo, em Londrina, estão com medo que ocorram novos acidentes envolvendo árvores velhas no centro da cidade. Anteontem, chuvas fortes provocaram a queda de uma árvore causando um blecaute de uma hora, destruindo postes e derrubando fiações elétrica e telefônica.

Somente no final da tarde de ontem, passadas 25 horas de apagão, os boxes do camelódromo voltaram a ter energia. Técnicos da Copel recolocaram dois dos seis postes atingidos pela queda de uma sibipiruna e reconectaram os fios em duas quadras. Funcionários da prefeitura auxiliaram os camelôs a refazer a fiação interna das barracas, enquanto técnicos da Sercomtel reinstalavam as conexões telefônicas.

Passado o susto, os ambulantes estão preocupados agora com outras árvores próximas ao local do acidente, um dos mais movimentados da cidade, próximo ao Terminal Urbano. Entre elas está uma tipuana com mais de 30 metros de altura, próxima ao Museu de Arte de Londrina. ''Esta árvore teve um dos seus galhos derrubados ontem, o terceiro que caiu nos últimos três meses'', disse o vendedor de quadros Antonio Cardoso, 56 anos, comentando ainda que a árvore estaria oca e ocupada por colméias.

Fiscais da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) estiveram no local anteontem e confirmaram a presença de abelhas. Eles informaram que até domingo decidirão se farão uma poda parcial ou a retirada da árvore.

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