Quebra de aparelho prejudica atendimento no HU
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Um defeito no aparelho de ecocardiograma do Hospital Universitário de Londrina (HU) está impedindo a realização de exames. Desde setembro, somente os casos considerados mais graves estão sendo atendidos, e ainda assim, através da terceirização do serviço. Os casos ambulatoriais, que são a maioria, não estão sendo realizados, o que aumenta a cada dia a fila de espera pelo exame, que pode chegar a três meses. Pelo menos 200 exames deixaram de ser realizados nesse período. Para piorar a situação, não existe perspectiva de compra de um novo aparelho este ano.
O diretor administrativo do HU, Oswaldo Luiz Garcia, informou que, em 2003, já foram realizados dois reparos no equipamento, que está com oito anos de uso. Ele acrescentou que novos reparos não resolveriam o problema, já que o aparelho tem tecnologia ultrapassada para os padrões atuais e por isso a direção do hospital decidiu buscar recursos para a compra de um novo equipamento, orçado em R$ 270 mil.
Garcia completou que já foram solicitados recursos ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para a compra do equipamento. O problema, segundo ele, é que não será possível a compra ser feita ainda esse ano, já que a publicidade da tomada de preços do equipamento deveria ter sido feita até 48 horas antes do prazo final, que expira amanhã. Sem o cumprimento dessa exigência, o governo não libera recursos. ''A compra será feita no início do próximo ano'', observou o diretor.
Enquanto isso, os cardiologistas do hospital estão tendo que encontrar alternativas para o atendimento de seus pacientes. O ecocardiografista do HU, Clésio de Oliveira Neto, esclareceu que dentro da cardiologia existem diversos tipos de exames, mas nenhum substitui o ecocardiograma, que funciona como uma espécie de ultra-som do coração. No caso do HU, somente os pacientes que já estão internados e que o exame é considerado indispensável pela equipe médica, estão sendo atendidos em clínicas ou outros hospitais. Para isso, o hospital paga cerca de R$ 100,00 por exame, posteriormente reembolsados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O HU é o único hospital de Londrina a realizar o exame pelo SUS.
Clésio afirmou que, por mês, cerca de 150 exames de ecocardiografia são realizados no HU. O cardiologista do Hospital de Clínicas, Fuad Salle Neto, explicou que pelo menos 50% dos pacientes que possuem algum tipo de doença no coração necessitam da realização desse exame. Fuad frisou que, através do exame, o médico pode obter informações de grande importância para o tratamento. ''É um aparelho fundamental para o trabalho diário do cardiologista'', resumiu.


