Quatro são presos por sequestro de jovem
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sábado, 12 de julho de 2008
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Quatro pessoas foram presas na madrugada de ontem, em Pinhais, acusadas de sequestrar e de tentar matar o filho de um empresário de Curitiba, de 27 anos. O crime ocorreu no dia 12 de maio na Capital e a vítima, que não teve a identidade divulgada, levou dois tiros na cabeça, mas sobreviveu. Não houve pagamento de resgate.
O Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais (Tigre) da Polícia Civil do Paraná foi o responsável pela operação. Foram presos Fernando Lourenço Silva, 51 anos, ex-policial militar de São Paulo, Marcelo Brasílio Rosa, 28, Sidnei dos Santos, 33, e Jonatan Nunes de Oliveira, 20.
O sequestro começou a ser planejado dois meses antes, quando uma mulher acusada de integrar a quadrilha fez amizade com o jovem e pediu para que ele a levasse para visitar a avó no hospital. O pedido era um pretexto para atrair o rapaz até um cativeiro em Piraquara, na favela do Jardim Holandês. De acordo com a polícia, os sequestradores solicitaram R$ 57 mil à família. O resgate não foi pago, nem a polícia foi acionada, pois, segundo o grupo Tigre, os familiares acreditaram se tratar de um trote.
No dia seguinte os sequestradores levaram o rapaz até um matagal na beira da estrada das Lajanjeiras, em Piraquara, e deram dois tiros em sua cabeça. ''Acreditamos que eles desistiram do sequestro porque acharam que a família tinha acionado a polícia. Como o rapaz já conhecia a moça e mais outro sequestrador, decidiram matá-lo'', disse o delegado-chefe do Tigre, Riad Braga Farhat.
O projétil atravessou o crânio e outro ficou alojado no cérebro do rapaz, que foi socorrido por moradores. Três dias depois, a vítima procurou o Tigre, que começou as investigações. Ainda de acordo com a polícia, a quadrilha descobriu que a vítima estava viva e resolveu matar a mulher com o propósito de queima de arquivo.
Os sequestradores portavam duas armas, oito celulares e um colete balístico. A polícia descobriu que Silva possui antecedentes criminais por roubo, tráfico de drogas e homicídios. Eles serão indiciados por extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha, tentativa de homicídio e podem ser condenados a mais de 50 anos de prisão. A vítima do sequestro passa bem e não apresenta sequelas dos tiros que recebeu.


