Quatro são presos por assalto a joalheria
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quarta-feira, 02 de março de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Um dos mais tradicionais shoppings de Curitiba foi alvo na noite de anteontem de um assalto seguido de tiroteio. Quatro acusados foram presos e um policial militar ficou gravemente ferido. O assalto ocorreu por volta das 19 horas. Três homens armados entraram no Shopping Mueller e assaltaram a Joalheria Bergerson. O cabo Jeovani Cesar Kucmanski, que estava passeando com a mulher e estava à paisana, teria percebido a movimentação. Ao tentar se aproximar dos assaltantes, teria recebido o primeiro tiro e revidado.
Após o tiroteio, assaltantes saíram do shopping e entraram em um carro para tentar fugir. Como a joalheria tem sistema de segurança com conexão direta com o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), duas viaturas já esperavam o grupo do lado de fora.
Um novo tiroteio foi iniciado e os assaltantes acabaram batendo o carro na fuga, a algumas quadras do shopping. Três deles conseguiram correr. O quarto, identificado como Rodrigo Carlos de Oliveira, de 27 anos, foi preso no local carregando uma bolsa com vários relógios, cada um deles avaliado em R$ 10 mil. Ele também portava um revólver calibre 380. Depois foram presos Orestes Vicente Pinto (conhecido como ''Véio''), de 47 anos; Edivaldo Alves Barbosa, de 32 anos; e Edgar Souza Batista, conhecido como ''Baiano''. Todos eles são paranaenses e têm várias passagens por roubo.
Véio era foragido da Colônia Penal Agrícola e cumpria pena por roubos praticados em São Paulo e em vários municípios do Paraná. ''Conseguimos desarticular em poucos instantes uma grande quadrilha que atuava no crime organizado'', considerou o delegado titular do Cope, Marcus Michelotto. A polícia agora está à procura do corretor de imóveis Paulo Roberto Marques , que estaria envolvido no crime.
O cabo Kucmanski está internado no Hospital Evangélico. ''O policial, que estava de folga, intercedeu na hora do assalto com técnica e cuidado'', afirmou ontem o comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Silvio Sarmento.
A assessoria de imprensa do shopping informou que este tipo de assalto não é comum. Em nota oficial, o shopping explicou que os procedimentos adotados durante o assalto são padronizados. ''Visando à manutenção da segurança e da integridade física do público que circula diariamente pelo Mueller, os profissionais que formam o quadro de segurança do shopping são orientados a comunicar a polícia imediatamente, a qualquer movimentação suspeita nas instalações do Mueller, e a não fazer qualquer menção de captura.''
O presidente da Associação dos Relojeiros e Joalheiros do Paraná, Tufy Karam Geara, disse ontem que a prisão e a recuperação dos objetos é fruto da instalação do chamado ''botão pânico''. Desde que foi instalado nas principais joalherias de Curitiba, os assaltos anuais caíram de 25 (em 2003) para cinco (em 2004). Neste ano aconteceram dois assaltos. Em todo o Paraná existem 3,1 mil joalherias. Somente em Curitiba, o dispositivo funciona.


