Londrina possui quatro trechos de ciclovias que já são utilizados pela população. A mais extensa delas, localizada no canteiro central da Avenida Leste-Oeste, entre a Rua Guaporé (Área Central) e a Avenida Universo (Zona Oeste), tem aproximadamente dois quilômetros. ‘‘É uma ciclovia compartilhada com pedestres’’, explicou a gerente de trânsito do Ippul, Cristiane Biazzono Dutra.
  Também são compartilhadas a ciclovia da PR 445, na região do Parque de Exposições Ney Braga; e a pista de 1,1 mil metros, na Avenida São João, que integra os conjuntos Antares e Armindo Guazzi (Zona Leste). Na Avenida das Maritacas, no Conjunto Eucaliptos (Zona Leste), uma ciclofaixa de pouco menos de um quilômetro facilita o trânsito de ciclistas.
  Cristiane explicou que a ciclovia é uma canaleta aberta especificamente para uso de bicicletas e que pode ser compartilhada com pedestres. A ciclofaixa é uma sinalização que separa, na pista de veículos motorizados, um espaço exclusivo para ciclistas.
  Ela informou que as quatro pistas foram construídas em gestões diferentes para solucionar problemas específicos de cada local. ‘‘Não é um sistema de integração da cidade, como queremos implementar’’, comparou.
  Enquanto o projeto não se concretiza, ciclistas enfrentam dificuldades para se locomover por Londrina. O pedreiro Robertino Pereira, 57, utiliza a bicicleta para trabalhar nos bairros onde o trânsito é mais tranquilo. Na Avenida São João, ele costuma percorrer a ciclovia quando não há pedestres na pista. ‘‘Tenho medo de machucar alguém’’, comentou ele, que não se arrisca a atravessar a cidade rumo à Zona Norte. ‘‘É muito perigoso’’, avaliou.
  Seu colega, o pedreiro Dirceu Martins, 48, ressaltou que a falta de respeito dos motoristas é o maior problema dos ciclistas. ‘‘Já fui atropelado em minha bicicleta’’, contou. Os dois receberam com alegria a notícia da possível instalação de ciclovias que integrarão a cidade. ‘‘Vai facilitar bastante’’. A babá Kátia Oizumi, 32, trafegava ontem com três crianças (duas em bicicletas próprias e uma na ‘‘garupa’’) pela ciclovia da São João. ‘‘Só andamos aqui’’, disse ela, que tem medo de andar pela rua com os pequenos. ‘‘Não vou ao Centro por medo de acidentes’’. ( C.A.)

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