Quatro fugitivos ainda estão soltos
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segunda-feira, 03 de agosto de 1998
Dimitri do Valle 
A polícia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, continuava ontem as buscas aos quatro presos foragidos desde a tarde de sábado. Na ocasião, onze detentos escaparam depois de renderem o investigador Leônidas da Silva Leite, acusado de estar embriagado. Sete presos foram recapturados. Os policiais ainda estão à procura dos irmãos Marcelo e Amauri dos Santos, que respondem processo por latrocínio, Sérgio dos Santos Medeiros, apontado como traficante de drogas, e Ezequiel Alves, preso por roubo.
O delegado Miguel Stadler informou que o policial Leônidas Leite está preso na Divisão de Segurança e Informações (DSI), em Curitiba. Leônidas vai responder a processo administrativo acusado de ter facilitado a fuga dos presos. Baseado no depoimento dos detentos, Stadler afirmou que o investigador, o único que estava de plantão, apresentava sintomas de embriaguez. Ele teria aberto os cadeados de três das seis celas da delegacia. O acusado nega que tenha bebido em serviço e diz que foi rendido pelos presos quando entrou na carceragem.
Leônidas deveria estar de plantão com outro investigador, conhecido por Renato, que telefonou dizendo que não iria trabalhar porque estava com problemas de saúde. Apenas um sobrinho de Leônidas estava na delegacia nos momentos que antecederam a fuga, por volta das 16 horas de sábado. Sozinho, Leônidas entrou na carceragem, onde ficam 14 dos 28 presos, para entregar uma sacola a um dos detentos.
Abrindo o cadeado, ele assumiu o risco da fuga. Ninguém entra sozinho no corredor das celas, comentou Stadler. O policial pediu ao sobrinho para trancar o cadeado da porta de aço que separa as celas do resto das instalações da delegacia. Foi neste instante que os presos teriam agarrado o investigador. Assustado, o sobrinho de Leônidas fechou as portas da delegacia e fugiu.
O delegado Miguel Stadler disse que nenhum dos cadeados apresentavam indícios de que foram estourados. Para escapar, dois presos teriam retirado uma pequena barra de ferro colocada na abertura da porta principal da carceragem. Segundo Stadler, eles conseguiram passar por uma pequena abertura na porta que tem 20 centímetros de altura por 30 centímetros de largura. Com o cano de uma carabina calibre 38 da marca Puma, levada por um dos presos, os detentos teriam arrebentado o cadeado da porta, iniciando a fuga.


