Quatro detentos fogem do 5º Distrito
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terça-feira, 23 de março de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Quatro presos fugiram ontem da carceragem do 5º Distrito Policial (DP), no Conjunto Luís de Sá (Zona Norte de Londrina). Uma barra de ferro foi usada para quebrar os cadeados das celas. Após alcançarem os corredores, os fugitivos abriram um buraco nas grades de entrada de ar e conseguiram chegar ao pátio externo, onde pularam o muro da delegacia.
O investigador Mário Shibazaki era o único policial de plantão no local. Ele chegou a efetuar três disparos para impedir a fuga de outros presos. O Pelotão de Choque da Polícia Militar (PM) foi acionado, mas as buscas na vizinhança não obtiveram êxito. Na contagem e revista feita pelos policiais, foram encontrados uma barra de ferro, parafusos e serras pequenas.
Os fugitivos são Cassiano da Silva de Oliveira, 18 anos; José Nilson da Costa, 39; Marcelo Pereira Nunes, 22, conhecido como Paraguai; e Paulo Roberto Bernardi, 19. Até o fechamento desta edição, eles não haviam sido recapturados. Costa, Nunes e Bernardi estavam presos por tráfico de drogas, e Oliveira por roubo.
O delegado do 5º DP, Edmo Ermenegildo, abriu inquérito para apurar a fuga. ''Alguém deve ter pulado o muro e passado a barra de ferro para dentro da carceragem'', disse.
De acordo com o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jorge Barbosa, um processo administrativo também será instaurado para apurar responsabilidades. ''Se não fosse o policial de plantão, provavelmente teríamos uma fuga em massa. Não acredito que tenha havido facilitação de fuga'', argumentou.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, informou que os detentos deverão responder também por dano ao patrimônio público. O delegado destacou a importância de uma vigilância maior no lado externo do distrito. ''Sem entrar na questão da legalidade da obrigação, seria de extrema importância para a comunidade que a Polícia Militar fizesse a segurança externa'', disse.
O tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, destacou que esta não é uma atribuição da PM. ''Mas temos colaborado com rondas na região dos distritos'', salientou. Segundo Cruz, a PM auxiliou na revista e contagem dos presos do 5º DP.
Atualmente, um terço dos investigadores da Polícia Civil de Londrina é responsável pela guarda de presos nos distritos policiais. O problema é ainda mais grave porque os policiais civis atuam em distritos superlotados.
A carceragem do 5º DP abrigava até ontem 51 presos. A capacidade, no entanto, é de 24. A superlotação atinge também outros distritos policiais. O 2º DP (área central) tem capacidade para 68, mas está com 122 presos. Nas 24 vagas do 4º DP (zona sul), estão 58 detentos. A situação é um pouco mais tranquila no 3º DP (oeste), que está com as 56 vagas ocupadas no limite por detentas.


