Quatorze casos ainda não foram solucionados
Quatorze casos
ainda não foram
solucionados
A badalada eficiência do Sicride não foi suficiente de resolver 14 casos que desafiam a polícia até hoje. Doze deles ocorreram antes da criação do orgão, em 95. A mobilização em torno da busca destas crianças e do não esquecimento dos seus desaparecimentos foi responsável pela criação do Movimento Nacional em Defesa das Crianças Desaparecidas e do próprio serviço de investigação da Polícia Civil.
Líder das manifestações na época, a funcionária pública Arlete Caramês acredita que seja necessário recomeçar as investigações do ponto de partida. Temos que começar do zero, tentar recompor alguma coisa afirma ela, mãe do menino Guilherme Caramês desaparecido em 92.
As investigações são mais complicadas do que parecem, segundo o delegado do Sicride, Harry Herbert. Nosso maior obstáculo é o tempo decorrido, disse. Muitas alternativas foram deixadas de lado e provas foram perdidas. Conforme o delegado, perdeu-se muito tempo com falsas pistas, como as que creditavam os sumiços a Arlete Hilú.
Acusada de vender crianças para o exterior e condenada por comércio de bebês, após cumprir a pena, Arlete nega os crimes e tem o crédito de Herbert. Foi o maior erro terem feito essa atribuição à ela, que estava fora do País, disse. Por conta disso, deixaram de fazer buscas simples.
Apesar das dificuldades e das remotas possibilidades de sucesso, Herbert afirma não desistir das buscas dessas crianças, assim como as mães delas. Alguém em algum lugar sabe o que aconteceu, acredita. Essas pessoas não foram motivadas a falar. Atualmente, o delegado diz estar mais interessado em encontrar os desaparecidos do que descobrir os responsáveis pelos sumiços.





