Apesar das promessas da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de retirar o lixo, o Ribeirão Quati, na zona norte de Londrina, continua sujo e causando preocupação aos moradores que têm suas casas próximo à margem. A pouca chuva que caiu ontem na cidade foi suficiente para levar toda a sujeira de volta ao ribeirão. Em junho, moradores e pessoal da Sema fizeram um mutirão para retirar o lixo e entulhos do ribeirão. Desde então, os moradores estão esperando a Sema fazer o recolhimento.
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Paulista e Fortaleza, Reinaldo Rodrigues dos Santos, ressaltou que desde o início do trabalho vem alertando que na primeira chuva a barragem iria entupir novamente. ''O trabalho deveria ser feito por máquinas, mas parece que eles querem que aconteça uma tragédia antes de fazer o que é preciso.''
Segundo Santos, são cinco funcionários que trabalham apenas no período da manhã e utilizam bambus, garfos, balaios e uma cano para a limpeza. ''Não adianta nada, eles retiram a sujeira e jogam na margem chove e volta tudo para o ribeirão.''
O pintor Valdecir Correa de Matos, que mora nas redondezas há 36 anos, conta que quando chove olha o nível da água com medo de que possa arrebentar tudo e invadir as casas. ''Não é só a água, tem tronco de árvore, pedaço de concreto da barragem se pegar na gente até mata.'' Moram nas margens do ribeirão cerca de 100 famílias.
O secretário do Meio Ambiente, João Mendonça, disse que já foram retirados do local mais de seis caminhões de lixo. Segundo ele, o trabalho só poderá ser feito com a participação da Secretaria de Obras e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização CMTU. ''Vamos fazer uma reunião e discutir formas de resolver o problema. A solução leva tempo e exige conscientização da população para que não jogue lixo nos bueiros e ruas porque sempre chega nos rios e córregos.''

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