Outra preocupação envolvendo a saúde da mulher é o alto índice de partos feitos por cesariana no Paraná. O Comitê Estadual de Mortalidade Materna calcula que, atualmente, entre 40 e 42% dos partos realizados no Estado são feitos através de cesáreas. Em Curitiba esse número é ainda maior: representa aproximadamente 50% dos partos. Pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), este tipo de procedimento não deveria superar 20% dos partos.
Eliana Carzino, diretora do Comitê Estadual de Mortalidade Materna, explica que não existe nada contra as cesarianas, desde que elas sáejam devidamente recomendadas. O que acontece hoje é que muitas vezes as opções pela cirurgia nascem de indicações errôneas, que não correspondem às necessidades da gestante. De acordo com a médica, a escolha pela cesárea as vezes acontece pela facilidade do procedimento e comodidade tanto da mulher como do médico.
Nesse sentido, a orientação do comitê é de que a mulher tenha acesso a todas as informações sobre o trabalho de parto normal. Segundo Eliana Carzino, a mulher tem o direito de ser acompanhada por um profissional que valoriza o parto normal e o nascimento natural, optando pela cesárea somente quando for necessário.
Durante a campanha de combate à mortalidade materna a Secretaria de Estado da Saúde estará divulgando e incentivando o parto humanizado.(G.F.)

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