Quase metade da RMC não tem esgoto
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quarta-feira, 08 de abril de 2009
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um prédio novo, pronto para receber cerca de 1,4 mil alunos da rede estadual de ensino, ficou fechado por meses enquanto aguardava a solução para um problema com a rede de esgoto, inexistente na região. A situação ocorreu em Bocaiúva do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). Os alunos do Colégio Estadual Carlos Alberto Ribeiro continuaram apertados no prédio antigo, por quase três meses, aguardando a conclusão de um sistema de tratamento de esgoto adaptado no prédio novo.
Segundo a assessoria de imprensa da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), dos 23 municípios da RMC atendidos pela empresa, dez não têm rede de esgoto. São eles Contenda, Quitandinha, Piên, Agudos do Sul, Tijucas do Sul, Campo Magro, Itaperuçu, Bocaiúva do Sul, Tunas do Paraná e Adrianópolis. Ainda segundo a companhia, para a maioria dos municípios já existem projetos de implantação da rede aprovados, mas aguardam recursos, que virão do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal.
É o caso de Bocaiúva do Sul. Para o município já existem recursos alocados do PAC e o início das obras está previsto para o segundo semestre deste ano. Mas as construções, que incluirão uma estação de tratamento e um elevatório, devido à geografia da região, devem ser concluídas apenas em 2010. A implantação de redes de esgoto pela companhia sempre aconteceram, prioritariamente, nos locais de maior concentração da população.
No caso da escola estadual, a Sanepar fez uma intervenção para tratamento do esgoto antes de chegar à rede pluvial da cidade. Segundo o superintendente de Desenvolvimento Educacional, da Secretaria de Estado da Educação, Luciano Mewes, o órgão só teve conhecimento da falta da rede de esgoto no terreno destinado para a construção do prédio depois do início das obras. ''Consideramos que a escola ficou pronta mesmo só há dez dias, quando foi concluída a instalação da Sanepar. Não dava para levar os alunos para um prédio sem tratamento de esgosto'', afirma.
No entanto, na opinião de Mewes, a conclusão das obras da escola, mesmo com o atraso causado pela falta de rede de esgoto, ficou dentro do prazo normal. A decisão de mudar os alunos do prédio antigo, que não permitia ampliações, foi tomada há dois anos. O processo de licitação durou seis meses e outros 14 para a execução da obra. Nesta semana, está sendo feita a mudança do mobiliário e equipamentos do outro prédio, onde, de acordo com o superintendente, deverão ser disponibilizados cursos técnicos profissionalizantes.
Os alunos começarão a frequentar as aulas no prédio novo na próxima semana. A reportagem procurou a Prefeitura de Bocaiúva do Sul para avaliar a situação, mas não obteve retorno.


