Quase 90% são contra novo horário bancário
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Lucília Okamura 
Uma pesquisa realizada anteontem, com 300 pessoas, maiores de 16 anos, concluiu que a grande maioria (89,3%) é contra a redução no horário bancário, que está prevista para 5 de maio. Atualmente, os bancos abrem das 10 às 16 horas e, segundo o anúncio dos bancos, o expediente será mudado para das 11 às 16 horas.
A pesquisa foi encomendada pelo Sindicato dos Bancários de Londrina e realizada pela Alvorada Pesquisas. Do total de entrevistados, apenas 8,7% afirmaram ser a favor da redução do horário. O diretor sindical Paulo Lima observa que a entidade resolveu encomendar a pesquisa por acreditar que a população é a maior interessada e a mais atingida com a medida dos bancos. De acordo com a pesquisa, 62,7% dos entrevistados são correntistas e o restante vai a bancos para realizar outros serviços.
Sobre a possibilidade da redução do expediente contribuir para reduzir as filas nos bancos, 94,3% acreditam que isto não ocorrerá. Questionados sobre qual seria o melhor horário de atendimento, 41,3% dizem que preferem o expediente atual. A diretoria do sindicato ressalta que o expediente pretendido pelos bancos é o menos aceito - apenas 2,3% dos entrevistados.
Contrariando a questão anterior, quando os entrevistados foram perguntados sobre quantas horas por dia os bancos deveriam ficar abertos, 40,7% responderam que gostariam que ficassem 8 horas funcionando. Já 29,3% dizem preferir seis horas e 10,3% responderam que preferem 5 horas.
A pesquisa questionou também sobre a competência de decidir sobre o horário, sendo que 56,7% acreditam que cabe ao Município esta definição. Já 33,33% acham que o Banco Central é responsável pelo horário.
O superintentende regional do Banco do Brasil, Altino Ramos, prefere não comentar os resultados da pesquisa. Ele observa que a questão do horário já foi definida e agora o assunto se encontra na esfera superior - na Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Ontem, o procurador jurídico da Câmara de Vereadores, Adyr Sebastião Ferreira, entregou o parecer sobre o projeto que tramita na Casa e prevê a ampliação do horário bancário para 9 às 17 horas. Segundo o parecer, compete à União legislar sobre o assunto. O parecer da procuradoria foi solicitado pelo vereador Salvador Francisco (PSDB), um dos autores do projeto. Ele não comentou a respeito e disse que o assunto será discutido em audiência pública, amanhã, às 10 horas, na Câmara. Segundo ele, o importante é encontrar uma solução para evitar a redução do expediente bancário.
Com o objetivo de convocar a população para participar da audiência, a diretoria do sindicato dos bancários estará fazendo um arrastão no centro da Cidade, hoje, a partir das 14 horas. O superintendente do BB adianta que não irá participar.


