Curitiba - Em cinco anos, 210 policiais civis do Paraná foram presos, acusados de corrupção. Outros 137 foram demitidos e 249 integrantes da Polícia Militar (PM) excluídos. Esse foi o resultado de quase nove mil procedimentos instaurados na polícia civil e sete mil na PM.
''O desvio de conduta existe em toda a sociedade. Na polícia não é diferente'', explicou o secretário de segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari. Ele apresentou ontem o balanço dos resultados da polícia durante a Escola de Governo, em Curitiba.
Os dados também mostram que 95% dos homicídios no Estado têm ligação com o tráfico de drogas. Com isso, a troca de informações entre a polícia é uma das principais formas da solução dos crimes.
Delazari rebateu as acusações de que o Paraná necessite de mais profissionais nas ruas. ''Não é verdade que quanto maior o número de policiais, mais segura é a região. É necessário uma polícia inteligente, que antecipe o crime'', opinou o secretário.
Em cinco anos, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) investigou desvios de dinheiro que totalizam R$ 1,6 bilhão. Foram 546 prisões e 524 mandados de busca, com acusações de lavagem de dinheiro, fraude em licitação e seguros.
Um dos principais motivos da apresentação de ontem foi a chacina na Vila Icaraí, no bairro do Umbará, no início do mês. O crime bárbaro que chocou os paranaenses resultou na morte de oito pessoas. Durante o encontro, Delazari chamou os autores da chacina de ''moleques tresloucados'' e negou a existência de toque de recolher na região.
Ele afirmou que a prestação de contas realizada ontem não é uma prévia da conversa que terá com os deputados na Assembléia Legislativa, na próxima semana (27), para também falar sobre a segurança no Estado.
Concurso
Durante a Escola de Governo foi assinado um contrato com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), para o processo de seleção de 2 mil policiais civis e militares.
Segundo Delazari, serão contratados 500 policiais civis, 400 bombeiros militares e 1.100 policiais militares, que serão distribuídos pelos batalhões e pelas subdivisões.

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