Curitiba – ‘‘Daqui um mês eu vou estar na rua e vou poder ver meu filho’’, comemorava Viviane da Silva, de 21 anos, ao receber a notícia no 9º Distrito Policial de que finalmente seria transferida para a Prisão do Ahú, onde vai cumprir sua pena em regime aberto. Presa no distrito há oito meses, Viviane foi condenada há três meses para cumprir uma pena de cinco anos e 4 meses em regime semi-aberto, no Ahú. Mas sob a alegação de falta de vagas, sua transferência nunca saía.
Como ela, pelo menos mais dez detentas no 9º DP esperam pela mesma notícia. No presídio o espaço físico é maior, tem banho de sol, e elas podem trabalhar para reduzir a pena. No regime semi-aberto, elas ainda têm direito de sair e ir para casa uma vez por mês.
Segundo o responsável pelo Grupo Auxiliar de Planejamento do Departamento Penitenciário (Depen), José Vicente d’Aquino, a expectativa é que até o final do ano as obras de ampliação da Penitenciária Feminina estejam concluídas. A capacidade atual de 120 vai dobrar, passando a abrigar 240 mulheres. ‘‘Queremos tirar todas as presas condenadas de todos os distritos do Estado’’, diz. Em janeiro, segundo ele, havia 98 mulheres condenadas em delegacias no Paraná, e mais 96 casos provisórios, aguardando julgamento para breve. (M.G.)

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