Quarenta pessoas intoxicadas com lanche
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segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cerca de 40 pessoas passaram mal entre sábado e domingo após se alimentarem com lanches comercializados em um trailer que estava estacionado na esquina das ruas Belo Horizonte com Quintino Bocaíuva, no centro de Londrina. Pelo menos cinco permanecem internadas. A Vigilância Sanitária iria fazer a coleta de amostras somente ontem, sob alegação de que o lancheiro responsável trabalha apenas à noite. A suspeita é de intoxicação pela bactéria salmonela.
Segundo a gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Simone Garani Narciso, aproximadamente 40 pessoas teriam procurado auxílio médico no final de semana por causa de diarréia, vômito, cólica abdominal intensa, desidratação e febre. Ela explicou que os sintomas são típicos de infecção provocada por alguma bactéria. Esse tipo de organismo, continuou Simone, se prolifera quando há problemas na conservação, higiene ou manipulação dos alimentos, principalmente maionese e queijo. A gerente lembrou que há casos que podem evoluir até mesmo para uma infecção generalizada e por isso é importante procurar um médico rapidamente. ''É uma infecção por bactéria e toda bactéria tem seu grau de risco'', completou.
Simone evitou fazer especulações mas adiantou que as suspeitas recaem principalmente sobre a salmonela. A coordenadora de alimentos da Vigilância Sanitária, Graça Deliberador, garantiu que um técnico iria procurar na noite de ontem o responsável pelo trailer onde foram vendidos os lanches para fazer a coleta de amostras de alimentos e vistoriar as condições de higiene e conservação dos produtos usados. Ela alegou que não teve como fazer esse trabalho antes porque o dono só trabalha a partir das 20h. Os exames ficarão a cargo do Laboratório Central do Estado (Lacen) e só ficam prontos em uma semana.
A chefe da Vigilância, Denise Philippsen, afirmou que a atitude a ser tomada pelo órgão iria depender das condições encontradas no trailer. Ela explicou que o dono do trailer está sujeito a receber desde notificação - com prazo para se adequar às exigências feitas pela fiscalização - até interdição. Segundo Denise, este tipo de comércio precisa de uma licença sanitária para funcionar que tem prazo de validade de um ano. ''As vistorias são feitas anualmente, toda vez que o proprietário vai renovar a licença'', garantiu.
A Secretaria Municipal de Saúde alertou que principalmente nos dias de maior calor, os alimentos precisam ser melhor conservados. A caixa de isopor, segundo ela, protege os alimentos apenas por algumas horas. Ela orientou que o consumidor deve prestar atenção à data de validade e conservação dos produtos, às condições higiênicas do local onde os alimentos são preparados e à manipulação.
A Folha procurou o responsável pelo trailer mas o veículo não estava estacionado no local indicado pelas vítimas.


