'Quanto mais distante, mais riscos'
Num giro rápido por algumas ruas do Centro de Londrina, com o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), Paulo Lima, que dirigia um veículo adaptado, a reportagem contou oito vagas especiais. Elas estão localizadas em frente a uma universidade particular, a um colégio estadual, à clínica da Adefil, ao Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece), à prefeitura e na porta de entrada do Departamento de Trânsito (Detran), na Rua Minas Gerais, onde um carro sem selo estava estacionado na vaga para portadores de deficiência.
Não há vagas em toda a Avenida Higienópolis, nas ruas Bandeirantes, Duque de Caxias e Sergipe, onde há grande concentração de estabelecimentos comerciais e consultórios médicos. Também não há lugar definido para carros adaptados próximo a vários prédios públicos e grandes empresas.
''Tudo bem que nessas ruas tem Zona Azul e carros com selo estão isentos da taxa, mas o objetivo das vagas especiais é deixar o portador de deficiência o mais próximo do destino. Quanto mais distante, mais riscos de acidente o indivíduo corre, seja cadeirante ou usuário de muletas ou andadores'', comentou Lima. Para ele, o ideal era existir uma vaga especial em cada quadra.
Segundo ele, deveriam ser criados dois tipos de identificação: para veículos que apenas transportam portadores de deficiência e para carros conduzidos por indivíduos com deficiência de locomoção. (M.G.)





