Londrina - As notícias de que sete dos 87 defensores públicos contratados estariam em Londrina no início de dezembro ainda não está garantida. Segundo a defensora pública-geral do Estado, Josiane Fruet Bettini Lupion, parte dos defensores públicos que passaram pelo processo seletivo já desistiram de suas vagas e isso pode prejudicar a distribuição desses profissionais.
"Não sei se serão sete ou quatro, mas nós não estamos podendo chamar mais classificados por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal", explica. Josiane garantiu que no ano que vem novos profissionais serão convocados.
Sobre a questão da melhoria do ensino de Direito, Josiane Lupion acredita que em Londrina será possível implantar uma parceria com as faculdades, a exemplo do que ocorre em Curitiba, onde 176 estagiários atuam como se fosse um escritório de aplicação de assuntos jurídicos.
Enquanto os defensores públicos não chegam, as pessoas têm recorrido aos serviços dos escritórios de aplicação das faculdades e universidades. São pessoas como a zeladora aposentada Aparecida Rodrigues dos Santos, de 62 anos, que vê com bons olhos a chegada da Defensoria Pública. Ela foi ao Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ) há dois anos para fazer um inventário, mas até hoje o processo não foi concluído.
"O duro é que aqui no EAAJ, quando os alunos entram em férias, não temos com quem conversar sobre o caso", lamenta Aparecida. Ela conta que recebe um salário mínimo como aposentada e que não tem condições de pagar um advogado. "Se o EAAJ não existisse o processo ficaria parado. A vinda da Defensoria vai ajudar muita gente que não tem condições de pagar pelos serviços de um advogado", destaca.
Uma costureira aposentada de 63 anos, que pediu para não ser identificada, também relatou não ter condições de pagar pelos serviços de um advogado. "Só achei o EAAJ por sugestão de uma tia de Campinas. Com a minha aposentadoria eu jamais teria condições de fazer isso", afirma. (V.O.)

mockup