O salão com as 4,5 mil imagens de Maria impressiona também diversidade das reproduções de obras que estão espalhadas mundo afora, seja em igrejas, museus, locais históricos ou espaços culturais. A reportagem acompanhou visitantes que foram à exposição pela primeira vez e se mostraram admirados com o acervo.

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O caminhoneiro João Demétrio Maluf, 38, estava de folga, quando uma amiga falou da exposição e foi dar uma conferida. Inicialmente ele achava que era um espaço menor e mesmo ficando por horas no local não conseguiu ler nem a metade das explicações de cada gravura. "Eu vi tantas diferenças entre as imagens com informações históricas. Aqui há pinturas dos primeiros séculos, gravuras do século 13, fotografias de aparições. Encontrei muito mais informação do que esperava. Eu sou mariano há muitos anos e conhecia Nossa senhora da Estrada e, como todo bom brasileiro, Nossa Senhora Aparecida. Ouvi o padre comentando sobre Nossa Senhora de Guadalupe, que tem vários mistérios na imagem. Conheci aqui a Nossa Senhora da Amazônia, que é uma imagem brasileira também", destaca.

Conforme ele visitava o espaço foi aprendendo muita coisa sobre as várias imagens de Maria. "Nossa Senhora é uma devoção católica e representa a mãe de todos os filhos de Deus. Como bom católico temos que conhecer e cultivar a nossa fé. Temos que aprender a venerar no sentido de respeitar e amar, não no sentido de adoração. A gente tem que deixar isso bem claro", afirma. "Conheci mais do que esperava e não vi nem a metade. Achava que era bem mariano e aqui vi que não conhecia nada", declarou. "Agora é voltar aqui com a família", promete.

A dona de casa Márcia Istchuk, 44, já conhecia o padre Bertolin, mas ainda não tinha visitado a exposição. "Meus filhos são alunos do Colégio São José (que fica anexo). O trabalho é maravilhoso. Já vi muitas imagens de Nossa Senhora, mas nunca com tantos nomes diferentes juntas. Para mim, Nossa Senhora é a minha mãe. Em todos os momentos que tive necessidade, ela interveio por mim. Eu tive problemas para engravidar, com muitos abortos de repetição. Pedi a Nossa Senhora para que ela intercedesse e tive a graça de ter minha filha, a Maria Cecília, que hoje tem seis anos. Eu considero isso um milagre. Este ano fui aos santuário de Aparecida para pagar a promessa de ter a minha filha", declara.

"Por estarmos no Brasil, a imagem de Nossa Senhora Aparecida é a que vem em primeiro lugar em nossas mentes. Eu creio muito. Mas gosto muito também de Nossa Senhora de Guadalupe, da Nossa Senhora do Equilíbrio e da Nossa Senhora da Cabeça. Elas são muito diferentes uma das outras. Em cada país Maria tem faces diferentes, às vezes não tão angelicais como estamos habituados, porque são retratadas de acordo com a tradição e o costume daquele país, mas são histórias curiosas e eu gosto de histórias", destaca. (V.O.)

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