Quantas línguas você fala?
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Mariana Guerin<br> Equipe da Folha 
Londrina - Te dua, obicham te, lubim ta, mi amas vin, sayapo, ja te volim, bahibak, miluji te: tantas letras agregadas de forma desgrenhada só para dizer te amo. Surpreendente é mesmo a palavra que descreve as centenas de formas encontradas pelos povos para dizer a alguém o quanto aquela pessoa é importante para nós. Mais surpreendente ainda é saber que muitos curiosos se dedicam a aprender mais sobre as diferentes línguas do planeta, até mesmo as que já estão mortas, pelo simples prazer do conhecimento. Mas para quem gosta de um pouco de romantismo, nada melhor que sussurar je taime ou te quiero no ouvido da pessoa amada: é conquista garantida.
Sentimentalismos à parte, estudar uma língua estrangeira já ultrapassou a necessidade de entender a letra de uma música, responder uma prova no vestibular ou conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Curiosidade e prazer em conhecer culturas novas, ou simplesmente aprender por aprender, levam as pessoas a procurar os mais inusitados cursos na cidade.
Hoje Londrina oferece aulas de idiomas que até já influenciam o dia a dia do vocabulário nacional: inglês e espanhol são nossas segunda e terceira línguas. Francês, italiano, alemão, japonês e chinês também são comuns. Mas há quem se interesse em aprender finlandês e até russo.
Outro idioma bastante estudado na cidade é o hebraico. Além de ser matéria da grade curricular das faculdades de teologia, a língua é tema de um curso oferecido pela Escola Estadual Ana Molina Garcia, dentro da programação do projeto Escola Aberta. Estudante do segundo ano de Ciências Econômicas da UEL, Magno Rogério Gomes, 22 anos, decidiu frequentar o curso de grego e hebraico na escola Ana Molina por pura curiosidade. "Trabalhamos bastante os dados históricos nas aulas, além disso é um aprendizado", comentou o aluno, que não acha o hebraico assim tão difícil.
Magno diz que adorar falar uma língua que ninguém mais fala no mundo. "Parei de fazer inglês por falta de tempo, mas pretendo retomar e também estudar espanhol por necessidade de trabalho", disse o estudante.


