‘Quando vim morar aqui
o relógio já estava assim’
Há três meses, a dona-de-casa Claudinete Castro da Silva, 22 anos, e seu marido que trabalha como garçom num restaurante do centro de Foz do Iguaçu, se beneficiavam de uma ligação clandestina de água. Desde que se mudou para uma casa com três cômodos no bairro Três Fronteiras (região norte da cidade) - cujo aluguel custa R$ 100,00 -, o casal nunca pagou a conta à Sanepar.
‘‘Perguntei se não teria algum problema e me disseram que não’’, contou Claudinete à Folha, enquanto lavava a louça do almoço com a água cedida por uma vizinha. No início do mês, funcionários da Sanepar descobriram a ligação clandestina que abastecia sua casa e fizeram o corte.
Para ter a água ligada novamente, a dona-de-casa terá que pagar uma multa, cujo valor não havia sido calculado pela Sanepar, mas pode chegar a até R$ 320,00. Claudinete não quis revelar quanto seu marido ganha.
Folha A senhora já pagou conta de água nesta casa?
Claudinete Castro da Silva Moro aqui há três meses e nunca paguei.
Folha A senhora sabia que sua casa era beneficiada por uma ligação clandestina?
Claudinete Sabia. Quando mudei para cá, já estava assim.
Folha Quem fez a ligação clandestina?
Claudinete Foi o dono da casa, o seo Luiz (que mora em uma casa logo abaixo e também teve a água cortada), que puxou a água (segundo a Sanepar, a ligação clandestina foi feita há cinco anos). Perguntei de onde vinha e me falaram que era lá de cima (aponta para uma rua próxima). Perguntei se não teria algum problema e me disseram que não.

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