Quando Rh negativo é problema
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Poucas pessoas sabem para que serve ou qual a importância do fator Rh na tipagem sanguínea. Não é só nas transfusões que esse fator faz diferença. Para grávidas é fundamental saber o tipo sanguíneo tanto seu quanto do marido, pois dependendo do caso, o bebê corre sérios riscos ainda durante a gestação caso não seja feito um acompanhamento adequado.
Segundo o médico Inácio Teruo Inoue, especialista em Medicina Fetal e gravidez de alto risco, a isoimunização, também chamada de eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido, pode ocorrer quando a mãe tem fator Rh negativo e o pai Rh positivo. Caso o bebê também tenha Rh positivo e esse sangue entre em contato com o organismo da mãe durante a gestação, ela é ''sensibilizada'' e começa a produzir anticorpos contra os glóbulos vermelhos do sangue do feto, causando uma anemia grave. Bebês com Rh negativo não têm nenhum problema.
''Essa anemia pode resultar em insuficiência cardíaca e causar inchaço da placenta, acúmulo de líquido nas cavidades fetais, podendo causar até a morte do feto.''
De acordo com Inoue, no Brasil o esquecimento da aplicação da vacina imunoglobulina anti-D quando há risco de sensibilização da mãe é a principal causa de problemas nas próximas gestações. Esse risco existe sempre que há o contato do sangue do bebê com o organismo da mãe, como em ameaça ou aborto, gravidez do útero, entre outros.
''Durante a gestação o médico monitora se há sensibilização do organismo da mãe através de um exame chamado Coombs Indireto. Isso é feito mês a mês. Se o exame vier positivo, a mãe foi sensibilizada pelo sangue do feto. Quanto mais precoce ocorre a sensibilização, maiores as chances de uma evolução mais grave.''
Depois que há sensibilização da mãe, é necessário fazer um acompanhamento do número de anticorpos. Se o número for considerado alto, o médico fará um monitoramento. ''Se tivermos um valor que consideramos uma suspeita de anemia, fazemos uma avaliação. Dependendo da anemia, nós fazemos uma transfusão de sangue pelo cordão umbilical.''
O maior risco no caso da isoimunização, segundo ele, é na próxima gestação após a sensibilização, caso o segundo bebê também tenha Rh positivo.


