''Ele mudou tudo na minha vida, cresci com ele. Era um amigo, talvez o melhor.'' Este era o relacionamento entre a estudante Camila Bernardes do Nascimento, 20 anos, e o cãozinho Tuf, uma mistura de Lhasa Apso e Yorkshire, que conviveu com a família por 14 anos.
''Eu era a única que ele fazia questão de receber quando chegava em casa e desde pequena conversava com ele como se fosse uma pessoa'', recorda Camila, que conseguia decifrar Tuf só de olhar para ele: ''Fazia carinho até ele sossegar e quando eu estava doente, ele vinha de mansinho, sempre me consolava se sentia que eu não estava bem''.
''Para pedir comida, ele chorava e se estava doente, ficava encostado num canto, quieto, como uma pessoa'', lembra a estudante, que costumava dividir alegrias e tristezas com o cachorrinho. ''Ele sempre foi meio irmão da gente.''
Segundo Camila, a relação da família com o cão foi de amor à primeira vista e até hoje a mãe dela não consegue lembrar do ''filho'' sem se emocionar. A família reuniu num álbum, as imagens que melhor contam a vida dele. ''Tinha seis anos quando ele chegou e ele foi importante no meu crescimento.''
Quem não se comunica...
Cães traduzem o que querem por expressões corporais. Essa é a conclusão de Sophie Collins, autora do livro ''Cachorros Falam - Entenda a linguagem corporal dos cães'', da Ediouro. ''Nossos amigos usam cauda, orelhas, olhos, bigodes e boca para expressar o que sentem e, se o dono souber o que precisa observar, pode surgir um diálogo bastante eloquente'', diz a escritora. Ela reuniu mais de 150 imagens que ensinam a entender movimentos e comportamentos caninos.
Segundo a autora, os cães têm diferentes características e personalidades, como as pessoas, mas todo cão, nervoso ou não, responderá melhor às pessoas que mostrarem reconhecer suas preocupações e que consigam oferecer uma linguagem corporal capaz de tranquilizá-lo.
''A maior dificuldade é o equilíbrio entre as necessidades do cão e as do ser humano. É preciso tratar os cães com respeito e aceitar as suas qualidades. Isto não significa tratá-los como pessoas, mas reconhecer e respeitar seu caráter canino fundamental e aprender a trabalhar com ele, garantindo que pessoas e cães se relacionem de maneira natural.''

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