Quando o diagnóstico vem tarde demais
Uma prova de como a demora em diagnosticar o lúpus pode trazer sérias consequências para o organismo é a ex-diarista Irani Ferreira dos Santos, 37 anos. Há exatos 11 anos e cinco meses ela descobriu que tinha a doença, depois de tomar remédios para alergia durante 2,5 anos. Durante este período, o único sintoma eram manchas vermelhas na pele.
O diagnótico correto só veio quando Irani começou a sentir muito cansaço e sua pressão arterial passou a subir demais. ''Fui internada e fizeram biópsia renal, que constatou o lúpus.'' Vários outros exames e tratamentos se seguiram, como quimioterapia, hemodiálise e transplante de rim. A rejeição ao órgão transplantado, porém, a impediu de ter uma vida mais tranquila. ''Tive que fazer nova cirurgia para retirar o rim, e hoje faço diálise três vezes por semana, em sessões que duram quatro horas. Também já tirei o útero e os ovários.''
Irani, que teve que parar de trabalhar, conta que por não poder tomar sol, passa a maior parte do tempo dentro de casa. Além disso, toma uma média de oito medicamentos diariamente. ''Também já perdi boa parte da visão por causa dos remédios muito fortes'', revela. Refém dos próprios anticorpos, Irani recomenda que se procure um reumatologista aos primeiros sintomas, como manchas na pele e dores nas juntas. (S. L.)





