'Quando não cantam, ouço um CD'
Com uma variedade de 50 casais, que se dividem em calopsitas, agaporne, ringneck, diamante golden, mandarim, azulão e trinca-ferro, o aposentado Ercílio Mansan relembra que seu amor pelas aves começou na juventude, quando morava com os pais em um sítio no interior do Paraná.
Quando casou e foi morar em Cambé (Norte), ele conta que não conseguiu se acostumar a ficar longe dos animais. Logo, ele e a esposa compraram um casal de calopsitas. De lá para cá, o número e a variedade cresceu. ''Os pássaros sempre fizeram parte da minha vida, já tentei ficar sem, mas não consigo'', afirma.
Segundo o aposentado, o trabalho diário de limpar as gaiolas, trocar a água, colocar comida e vitaminas é gratificante quando se pensa no bem-estar delas. ''Estou tão acostumado à melodia que produzem, que quando chega a época da troca de pena, em que cantam menos, eu acabo colocando um CD para continuar ouvindo o som dos pássaros'', complementa.
Mansan fala que apesar de dedicar carinho e atenção para todas as aves, sua maior alegria é ouvir a calopsita Nino, de quatro anos, reproduzindo o hino nacional ou imitando o que ele diz. ''É incrível como as calopsitas se adaptaram à nossa família, elas são dóceis e carinhosas'', completa a neta Bruna Letícia Justino, 10 anos.
Para a bancária Celina Mizuno, a notícia de que o marido Mauro Mizuno, engenheiro, havia comprado uma calopsita, em um primeiro momento, causou preocupação. ''Disse que não queria, porque nós já tínhamos tido um outro pássaro filhote, que apesar de todos os nossos cuidados, não conseguiu sobreviver; sofremos muito com a perda dele'', explica.
Apesar disso, a bancária confirma que foi impossível conter o apego dos filhos Vanessa, 15, e Gustavo Mizuno, 11, ao pássaro e a família acabou ficando com Toby, hoje com oito meses. Segundo a bancária, o pássaro logo se tornou o grande xodó. ''O Toby faz parte de nossa família, nos traz muita alegria.'' (F.C.)





