'Quando Maria pede para olhar, não tem perigo', afirma jovem
A garota Patrícia Andrade, 15 anos, responsável pelo fenômeno que ocorre no Jardim Santa Madalena, em Londrina, reafirmou ontem que os problemas nos olhos de alguns fiéis só ocorreram porque eles olharam para o céu fora de hora. Quando Nossa Senhora pede para olhar, não tem perigo algum. Ela cobre o Sol com o manto e protege a todos, garante.
Os fenômenos começaram cerca de três anos atrás, quando Patrícia disse ter começado a conversar com a Virgem Maria. Desde então, pelo menos três vezes por mês há reunião de oração no quintal da casa dela, onde se reúnem centenas de fiéis. Mas não é toda vez que tem oração que a gente olha para o céu. Só quando Ela (Nossa Senhora) manda, disse a garota. Ela garante que as orações vão continuar: Quando Deus pede, nenhum homem derruba.
A mãe de Patrícia, Neusa Andrade, diz que os supostos fenômenos que ocorrem no céu duram de 5 a 15 minutos, dependendo do dia. Ela revela que depois que os casos de maculopatia surgiram, algumas pessoas ligaram para dizer que ficaram doentes mas foram curadas no próprio dia de oração.
Uma dessas pessoas é a estudante Fabiana Costa, 18 anos, que aparentemente teve a retina queimada no dia 1º de maio. Eu já tinha ido outras vezes. Mas desta vez, quando o fenômeno acabou, eu continuei olhando para ver a diferença, aponta. Segundo ela, enquanto há o fenômeno a luz fica fraca e o céu colorido.
Mas depois de olhar alguns minutos diretamente para o Sol, Fabiana disse que não estava mais conseguindo enxergar direito. Parecia uma mancha no meio da visão. Ia para a faculdade e não conseguia ler a lousa, disse. A estudante comenta que foi examinada por um tio, que é médico, que teria constatado o problema na retina. A médica particular, uma naturopata (que utiliza remédios naturais), também observou o problema e receitou um produto para passar nos olhos.
Uma semana depois e antes de utilizar o remédio, no entanto, Fabiana diz que foi novamente à casa de Patrícia, num dia de orações. Eu estava rezando e Patrícia falou do meu problema, que Jesus mais a mãezinha iriam cuidar dele. Na hora tremi, chorei, sempre de olho fechado. Quando olhei, minha visão começou a melhorar, disse. A estudante garantiu que vai continuar a frequentar as tardes de oração na casa de Patrícia. Foi um descuido meu. Agora não vou mais olhar fora de hora. (L.H.)





