Popularmente ele é conhecido como dente do siso ou do juízo. O terceiro molar já não é mais utilizado pelo ser humano há anos e ainda hoje é objeto de muitas dúvidas. Extrair ou não? Quando é o momento mais correto? Por que algumas pessoas não precisam removê-lo? Especialistas afirmam que não há uma resposta genérica. É por isso que cada caso precisa ser analisado e quanto antes, melhor.
''Nem todas as pessoas apresentam os terceiros molares, ou podem ainda não apresentar todos os quatro. Porém, quando apresentam, geralmente encontram-se fora de posição, devido à falta de espaço para sua erupção. Por isso, é importante o diagnóstico precoce'', esclarece o ortodontista e ortopedista facial Auro Kimura, de Londrina. ''Se identificarmos que esse dente ocasionará problemas para o paciente, poderemos programar com antecedência a idade mais adequada para sua retirada'', acrescenta.
Segundo o ortodontista, atualmente, já é possível constatar a partir 8 anos de idade se os dentes do siso terão espaço para se desenvolverem e erupcionarem ou não. Para isso basta que seja realizada uma radiografia chamada de telerradiografia lateral.
Sobre esta radiografia é feito um traçado cefalométrico que indica a previsão de crescimento. Segundo ele, o exame é altamente confiável (mais de 80% de confiabilidade), pois a previsão se baseia no cálculo de crescimento da mandíbula ao longo dos anos.
De acordo com Kimura, o nascimento dos dentes dos siso acontece por volta dos 17 até os 20 anos, mas é possível que o processo se antecipe ou retarde, devido a variações genéticas. Ele esclarece que o ideal para a sua remoção é quando, pelo menos um terço das raízes já estão formadas, geralmente antes dos 17 anos. A formação desse dente, pode ser acompanhada, periodicamente, através da radiografia panorâmica.
O ortopedista facial acrescenta que, nos casos de pacientes muitos jovens, em que os sisos ainda não formaram um terço de suas raízes, quando for necessário pode-se remover o dente quando a coroa já estiver formada. ''A sua remoção é fácil, devido a essa coroa ficar dentro de um tecido, chamado capuz ou saco pericoronário. Ao forçar para remover essa coroa, ela acaba rodando, por não ter ainda o apoio proporcionado pela raiz, no osso'', detalha.
A extração do dente do siso é indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa. Segundo o ortodontista, quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.
Cuidados
O dentista complementa que o tempo de duração da cirurgia para remoção é muito variável. Entre os fatores de influência estão a região em que ele se encontra, a posição, o tamanho e a curvatura da raiz e a proximidade com o nervo. A sutura é retirada após uma semana e a gengiva já está totalmente recuperada após, mais ou menos, um mês.
Após a cirurgia, os pacientes devem ingerir alimentos em estado líquido, não muito quente, não realizar atividades físicas e se manterem longe de temperaturas muito altas e fazer compressas de gelo nas primeiras 24 horas. Tudo isso para a evitar o risco de hemorragias. Não é indicada a cirurgia para pacientes muito idosos, devido ao risco que pode apresentar para uma quadro de saúde mais delicado.

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